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Criador e Idealizador: Francisco de Assis O. da Cruz - 1997
Estância - Sergipe - Brasil  - - Hora Local

 
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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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                    Tio Milton    

    Sinopse

Por: Francisco de Assis O. da Cruz

             Cabo Ferrinho

José Antonio de Oliveira & Aureliana Joaquina de Oliveira

Seus pais, nossos avós

Milton José de Oliveira

Você é um dos ramos da “Oliveira”

 

Quero lembrar de você nos momentos mais felizes em que passamos juntos, mesmo quando não estávamos fisicamente presentes, e somente nos comunicávamos através carta ou mesmo um telefonema. Muitos que conheceram você perguntava sempre por mim, e outros faziam o mesmo comigo perguntando por você. “Já viu Seu Milton?”.  Esta frase só mudava com certeza, quando faziam o mesmo comigo.  Talvez até agora, alguns dos leitores que te conheceram sobre o teu passado, aguardam ansiosos pela minha narrativa de algum episódio, onde faço um adendo ao inicio de meu relato. Não sou Deus, nem mesmo seu filho Jesus onde somente eles podem julgar e condenar o homem. E do homem como sempre conversávamos, não me interessa dotes, nem mesmo saber quem você é nem quem eu sou, pois títulos acadêmicos não salvam ninguém da verdadeira história da vida que é vencer a Morte. Somos mortais, portanto limitados neste mundo, você sempre ficava a me ouvir quando repetia a frase do Chico Anísio em seu programa “Palavras são palavras, nada mais do que palavras”, o sentido do ser “Eu sou” é a mais ignóbil prova de arrogância de busca de poder onde dando uma carteirada resolvo tudo. Que engano! A palavra tem a força de construir como também de destruir. E a maioria do ser humano tomado muito às vezes de insano ímpeto de ser justo, julga e condena, sem que o réu tenha sua oportunidade de ser ouvido em sua própria defesa. Você certa ocasião mostrou-me algumas brochuras do autor Huberto Rhodes, e gostava de comentar o que lia, e qual foi a sua surpresa quando entrou em meu pequeno acervo, lá estavam Platão, Aristóteles e vários outros de uma pequena coleção dos Pensadores. Era motivo de troca de idéias onde afirmava que atualmente costumamos a pensar pouco, pois nos aproveitamos das riquezas que os sábios deixou de herança. Você me cobrou porque eu não participei de minha formatura, falei para você que canudo todos podem obter, mas o que vale nesta vida material é a competência, principalmente neste mundo globalizado. Vou agora trocar de assunto, e tentar lembrar mais alguns momentos.

Tio Milton, ou melhor, Cabo Ferrinho, como tínhamos costume de prosear. Vou sentir sua falta Cabo, mas como todos nós temos este passaporte para outra dimensão escalada pelo criador, lhe digo Boa Viagem. E que seja merecedor de um bom lugar. Cabo se eu já sentia saudade de nossas prosas, embora que você, em finais de semana telefonava para mim, onde conversávamos, ou mesmo quando ia a minha querida Estância tinha a oportunidade de lhe ver, pois às vezes era difícil de lhe encontrar em casa, estava ora na antiga Rua da Usina, ora na casa de Tia Riso, ou mesmo com o amigo Ernesto da sapataria, “atualmente lanchonete”. Mas mesmo assim, quando te encontrava a qualquer hora, tinha satisfação de abraça-lo e “tomar a benção em sinal de respeito”.

Cabo vou sentir muita saudade, de você Cabo, mas tenho certeza que você agora está alegre, olha só muita gente que você amava, inclusive quase todos seus irmãos já estão ai, nesta mansão, juntamente com vovó e vovô, creio que a alegria em rever um ao outro foi extraordinária, e alguns de seus amigos de infância hein? Posso imaginar.

ainda não acabei, às vezes recordo nossas conversas, quando você falava que mesmo com chuva Pedro (meu pai) o chamava para ir ao cinema para ver uma fita nova, junto com a minha mãe, era no Pathe ou no Guarany, e era engraçado o jeito que me contava como anunciavam a película (filme), era um homem com um Cartaz, outro com Megafone e a gurizada com, cornetas de canudo de mamão. Cada detalhe que me contava era interessante, pois mergulhava na minha massa cinzenta e arquitetava as formas costumes e linguajar da época. Contava você que antes da famosa galocha vocês usavam tamancos, pois tinha que caminhar em ruas que não tinha paralelepípedo quando chovia.  Parece que nos dois, não ficávamos para trás, pois quer queira ou não fui acostumado a ir ao cinema com meu pai. Detalhe que meu velho “Pedro Advíncula da Cruz”, ia de terno completo, pois o acesso só era permitido com estes trajes. Contrário de nosso trato, pois quando chamava você para irmos ao cinema lá de baixo, quase em cima da hora de começar o filme, eu estava ainda tomando café quando soava a sirene anunciando o terceiro toque, pegava a bicicleta você montava na garupa, “porta bagagem” e lá ia eu suando a toda velocidade descendo a Rua da Baixa e quando chegava no cinema pedia para você comprar os bilhetes e ficava trancando a bicicleta. E não foi uma nem duas vezes, que éramos acostumados a fazer isto. Nossas viagens a Aracaju, nossos passeios há foi muito os bons momentos que jamais será apagado.Do vosso casamento com D. Silvina nasceram Romualdo, Cristóvão, Miguel e Maria.

Tenho muitos amigos em Estância, onde respeito e os admiro muito, mas você CABO, será mais uma lacuna na lista enorme que em mim reside. Benção Tio Milton, onde quer que você esteja, não quero atrapalhar sua alegria de estar com os seus. Viva ao lado daquele que veio trouxe uma nova mensagem e retornou onde está sentado a direita do pai. VALEU CABO!  Aplaudo-te.

Francisco de Assis Oliveira da Cruz

“Estância, princesa do Piauitinga, se de perto te amo,

de longe nunca te esqueço “.


Tudo começou nesta casa

 Foi neste ambiente que nossa Avó Aureliana Joaquina de Oliveira, “Vovó Lalí” teve seus filhos: Antonio Aphonso de Oliveira, José Antonio de Oliveira Filho, Euclydes Antonio de Oliveira, Delfina de Oliveira, Joana Oliveira, Milton José de Oliveira, Risoleta de Oliveira.  

 IN AMABILE MEMORIAN

                   

     Tio Antonio        Tio Euclydes   Tia Delfina    Minha Mãe Nita   Tio Milton      Tia Riso

  Ans Kaman Lanzanza  -  Tio Kid                      Tia Dé                    (Joana)                      Cabo Ferrinho      Isoeta

    Hosco Komolofosco

                                                                   Elisa Oliveira

   

Saudade de Vocês

 

Nosso secular e amado Tio Oliveira

OLIVEIRINHA

 

ALGUMAS FOTOS

 

Neuza, Kid e Milton

Cabo Milton  e Tia Riso   na casa de vovó

 

      

 Junho de 1979  um pedaçinho de nossa família 

                                Você aqui ostentando  a famosa Bagoga vulgo mata Rato

 

 

 

      E aqui Cabo sua prole.

                  
Milton José de Oliveira                Filhos            Romualdo Passos de Oliveira

(Cabo Ferrinho)                                                   Cristóvão Passos de Oliveira

Silvina Passos                                                      Miguel P. de Oliveira

Esposa                                                                  Maria José P.  Oliveira

                                                        Netos:
                                                        Marcelo Silva Oliveira

 

                            

Bisnetos:

 

 

 

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Projeto Resgate da História de Estância Jardim de Sergipe Del Rei

 © Direitos Autorais  2001

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