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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE
ESTÂNCIA
JARDIM DE SERGIPE DEL REI
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Tio Milton
Sinopse
Por:
Francisco de Assis O. da Cruz
Cabo Ferrinho
 
José Antonio de
Oliveira & Aureliana Joaquina de Oliveira
Seus pais, nossos
avós
Milton José de Oliveira
Você é um
dos ramos da “Oliveira”

Quero lembrar de você nos momentos mais
felizes em que passamos juntos, mesmo quando não estávamos fisicamente
presentes, e somente nos comunicávamos através carta ou mesmo um telefonema.
Muitos que conheceram você perguntava sempre por mim, e outros faziam o mesmo
comigo perguntando por você. “Já viu Seu Milton?”.
Esta frase só mudava com certeza, quando faziam o mesmo comigo.
Talvez até agora, alguns dos leitores que te conheceram sobre o teu
passado, aguardam ansiosos pela minha narrativa de algum episódio, onde faço
um adendo ao inicio de meu relato. Não sou Deus, nem mesmo seu filho Jesus
onde somente eles podem julgar e condenar o homem. E do homem como sempre
conversávamos, não me interessa dotes, nem mesmo saber quem você é nem
quem eu sou, pois títulos acadêmicos não salvam ninguém da verdadeira história
da vida que é vencer a Morte. Somos mortais, portanto limitados neste mundo,
você sempre ficava a me ouvir quando repetia a frase do Chico Anísio em seu
programa “Palavras são palavras, nada mais do que palavras”, o sentido do
ser “Eu sou” é a mais ignóbil prova de arrogância de busca de poder
onde dando uma carteirada resolvo tudo. Que engano! A palavra tem a força de
construir como também de destruir. E a maioria do ser humano tomado muito às
vezes de insano ímpeto de ser justo, julga e condena, sem que o réu tenha
sua oportunidade de ser ouvido em sua própria defesa. Você certa ocasião
mostrou-me algumas brochuras do autor Huberto Rhodes, e gostava de comentar o
que lia, e qual foi a sua surpresa quando entrou em meu pequeno acervo, lá
estavam Platão, Aristóteles e vários outros de uma pequena coleção dos
Pensadores. Era motivo de troca de idéias onde afirmava que atualmente
costumamos a pensar pouco, pois nos aproveitamos das riquezas que os sábios
deixou de herança. Você me cobrou porque eu não participei de minha
formatura, falei para você que canudo todos podem obter, mas o que vale nesta
vida material é a competência, principalmente neste mundo globalizado. Vou
agora trocar de assunto, e tentar lembrar mais alguns momentos.
Tio Milton, ou melhor, Cabo Ferrinho, como tínhamos
costume de prosear. Vou sentir sua falta Cabo, mas como todos nós temos este
passaporte para outra dimensão escalada pelo criador, lhe digo Boa Viagem. E
que seja merecedor de um bom lugar. Cabo se eu já sentia saudade de nossas
prosas, embora que você, em finais de semana telefonava para mim, onde
conversávamos, ou mesmo quando ia a minha querida Estância tinha a
oportunidade de lhe ver, pois às vezes era difícil de lhe encontrar em casa,
estava ora na antiga Rua da Usina, ora na casa de Tia Riso, ou mesmo com o
amigo Ernesto da sapataria, “atualmente lanchonete”. Mas mesmo assim,
quando te encontrava a qualquer hora, tinha satisfação de abraça-lo e
“tomar a benção em sinal de respeito”.
Cabo vou sentir muita saudade, de você Cabo,
mas tenho certeza que você agora está alegre, olha só muita gente que você
amava, inclusive quase todos seus irmãos já estão ai, nesta mansão,
juntamente com vovó e vovô, creio que a alegria em rever um ao outro foi
extraordinária, e alguns de seus amigos de infância hein? Posso imaginar.
Há ainda não acabei,
às vezes recordo nossas conversas, quando você falava que mesmo com chuva
Pedro (meu pai) o chamava para ir ao cinema para ver uma fita nova, junto com
a minha mãe, era no Pathe ou no Guarany, e era engraçado o jeito que me
contava como anunciavam a película (filme), era um homem com um Cartaz, outro
com Megafone e a gurizada com, cornetas de canudo de mamão. Cada detalhe que
me contava era interessante, pois mergulhava na minha massa cinzenta e
arquitetava as formas costumes e linguajar da época. Contava você que antes
da famosa galocha vocês usavam tamancos, pois tinha que caminhar em ruas que
não tinha paralelepípedo quando chovia.
Parece que nos dois, não ficávamos para trás, pois quer queira ou não
fui acostumado a ir ao cinema com meu pai. Detalhe que meu velho “Pedro Advíncula
da Cruz”, ia de terno completo, pois o acesso só era permitido com estes
trajes. Contrário de nosso trato, pois quando chamava você para irmos ao
cinema lá de baixo, quase em cima da hora de começar o filme, eu estava
ainda tomando café quando soava a sirene anunciando o terceiro toque, pegava
a bicicleta você montava na garupa, “porta bagagem” e lá ia eu suando a
toda velocidade descendo a Rua da Baixa e quando chegava no cinema pedia para você
comprar os bilhetes e ficava trancando a bicicleta. E não foi uma nem duas
vezes, que éramos acostumados a fazer isto. Nossas viagens a Aracaju, nossos
passeios há foi muito os bons momentos que jamais será apagado.Do vosso
casamento com D. Silvina nasceram Romualdo, Cristóvão, Miguel e Maria.
Tenho muitos amigos em
Estância, onde respeito e os admiro muito, mas você CABO, será mais uma
lacuna na lista enorme que em mim reside. Benção Tio Milton, onde quer que
você esteja, não quero atrapalhar sua alegria de estar com os seus. Viva ao
lado daquele que veio trouxe uma nova mensagem e retornou onde está sentado a
direita do pai. VALEU CABO! Aplaudo-te.
Francisco
de Assis Oliveira da Cruz
“Estância,
princesa do Piauitinga, se de perto te amo,
de
longe nunca te esqueço “.

Tudo começou
nesta casa
Foi neste ambiente
que nossa Avó Aureliana Joaquina de Oliveira, “Vovó Lalí” teve seus
filhos: Antonio Aphonso de Oliveira, José Antonio de Oliveira Filho, Euclydes
Antonio de Oliveira, Delfina de Oliveira, Joana Oliveira, Milton José de
Oliveira, Risoleta de Oliveira.
IN AMABILE MEMORIAN
Tio Antonio
Tio Euclydes Tia
Delfina Minha Mãe
Nita Tio Milton
Tia Riso
Ans Kaman Lanzanza -
Tio Kid
Tia Dé
(Joana)
Cabo Ferrinho
Isoeta
Hosco Komolofosco
Elisa
Oliveira
Saudade
de Vocês
Nosso secular e amado Tio Oliveira
OLIVEIRINHA

ALGUMAS FOTOS

Neuza, Kid e Milton

Cabo Milton
e Tia Riso na casa
de vovó
Junho de 1979 um pedaçinho
de nossa família

Você aqui ostentando a famosa Bagoga vulgo mata Rato
E aqui
Cabo sua prole.

Milton José de Oliveira
Filhos
Romualdo Passos
de Oliveira
(Cabo Ferrinho)
Cristóvão Passos de Oliveira
Silvina Passos
Miguel P. de Oliveira
Esposa
Maria José P. Oliveira
Netos:
Marcelo Silva Oliveira
Bisnetos:
Projeto Resgate da
História de Estância Jardim de Sergipe Del Rei
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