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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE
ESTÂNCIA
JARDIM DE SERGIPE DEL REI
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II
Por:
Francisco de Assis O. da Cruz
EMANCIPAÇÃO DO ESTADO DE SERGIPE
Em 1º de dezembro de 1822,
a Câmara de São Cristóvão aclama D. Pedro I,
como Imperador e, em 5 de dezembro, este confirmou o decreto de D. João
VI, que dava independência a Sergipe Del Rey.
Povoação de
Estância
em 1831 passa a ser
Vila Constitucional
de Estância do Rio Real
E em 1831, por decreto Provincial, obteve emancipação,
recebendo o nome de Vila Constitucional de Estância.
1837
Registra a História que
de 1837 à 1838 ainda no segundo império e durante
a Regência onde D.Pedro II não havia assumido definitivo
o poder. Nesta mesma época, o Médico Baiano, Dr. Sabino Álvares
da Rocha, iniciou ume pequena revolução referente
a emancipação Bahianese, denominada de Sabinada .
DE VILA ESTÂNCIA VIRA CIDADE
DURANTE O IMPÉRIO
04 de Maio
de 1848
Durante uma vida política tumultuada desde a época de D.
Pedro I com a tremenda briga entre os que defendiam o
Império , partidos, em pleno governo constitucional, com D.
Pedro I abdicando o trono e deixando seu filho menor D. Pedro II
aqui no Brasil, a Regência Trina Provisória, Os
regentes puxando daqui dali mostrando desde cedo que seria
este país uma inigualável mudança política
que nos marcou até hoje, os moderados os exaltados,
dai surgiam os primeiros partidos e com cada nome sugestivo, Jurujubas,
Caramurus. Depois vieram os partidos Progressistas e Conservador e o Liberal.
Deu-se então a Constituição de 1824 com o sistema
parlamentarista. O segundo reinado começou então em 1840
com D. Pedro II.. Lei Província 209 de 04 de Maio
de 1848 Zacarias de Góes e Vasconcellos Estância
passa a ser cidade ainda no império. Curiosidade histórica, era em
referencia aos do Partido de Barriga Verde, uma trova
engraçada.
VISITA DA PASSAGEM DE D.PEDRO II
EM ESTÂNCIA
1860
D. Pedro II e D. Tereza Christina, quando de sua visita a Sergipe D'El Rey, em 18 de janeiro de 1860
ficou hospedado em nossa cidade, no sobrado do Sr.Barros, outros
falam que lá foi onde ficou a comitiva a outra casa ou melhor um
sobrado, onde hoje é um casarão é onde residem a família Carvalho Costa D. Pepita mãe de
D. Dione do Colégio Tiradentes e do Dr. Dorival Carvalho foi realmente
onde ficou hospedado. Memórias foram apagadas, pois o pessoal
mais antigo não sabe contar com detalhes, imagine se alguém
fosse tentar resgatar os objetos que o Imperador usou no sentido de fazer
um Museu ?. Dificilmente iria resgatar os mesmos. Poderia fazer parte do acervo,
os talheres, as cadeiras, mesas, e camas e principalmente a cama em que
o Imperador durmiu em Estância além da casa que perdeu o andar superior
quando foi reformada, como é a forma atual, aliás a família Costa Carvalho
mudaram-se para esta casa por volta da década de 60.
Cremos que de 1840 a 1861,
D. Pedro II empreendeu-se em uma viagem no Nordeste,
e visitou a cidade de Estância, em 1860 provavelmente em uma primavera,
pois ficou encantado com tantas flores em nossos jardins, que o chamou
de Estância Jardim de Sergipe, Del Rey como Estância
era caminho até Salvador Bahia. Fotos de viagens de D. Pedro
II por ele mesmo tiradas, estão sendo restauradas na Biblioteca Nacional e faremos tudo para
quando estiverem prontas, oxalá estejam lá registros de sua passagem pela
nossa querida Estância. E quando aqui esteve também ficou hospedado na
residência do Senador isto é Barão de Estância na localidade chamada
Escurial.
PALMEIRAS IMPERIAIS
As palmeiras por muito anos,
por ser chamadas de Imperial, muita gente confundiu que seria um
marco plantado pelo Imperador, ou em sua homenagem durante a sua passagem.
Entretanto as informações que conseguimos com algumas pessoas
mais antigas, é que o Sr. José Alencar Cardoso juntamente
com o Sr Alípio Góes no período de 1900 à
1910 haviam plantado as palmeiras na praça Barão do Rio Branco.
Já na antiga Praça 24 de Outubro sua plantação
é mais recente e realizada por outras administrações nas
minhas anotações tenho alguns nomes em referenciando as palmeiras na
praça 24 de Outubro, como Intendente José de Alencar Cardoso, Jose
Heráclito de Faria Amado depois minhas anotações param, não se foram os
responsáveis pela plantação ou Prefeito e vice Prefeito.
Algumas destas palmeiras fazem
parte de paisagens em Estância, lembro que havia na fazenda
Cachorro ao lado Bairro Bonfim. No Bairro do Porto e em vários lugares,
cada vez mais tornando nossa cidade muito bela.

ESTÂNCIA
SUA ECONOMIA
DO IMPÉRIO ATÉ A REPÚBLICA
Sua exploração deveria ser da criação de
bovinos e também da Cana de Açúcar,
Algodão, durante a época da escravatura, existiam alguns
engenhos de Cana de Açúcar bem próximos, há
quem afirme que onde hoje é a Fábrica Santa Cruz, era um
Engenho onde afirmam ainda que onde hoje tem sinais de trilhos perto da
barragem, indo para para o interior da fábrica, era ali que eram
despejados a cana que era transportada mecanicamente até a
fervura no interior do engenho, resta-nos receber confirmação.
Se você sabe algo a respeito e melhor tem provas da veracidade,
parabéns, envie-nos para nós e faça parte de nossa
historia.
UM BARÃO RESIDIU EM ESTÂNCIA
Agradecemos a colaboração do amigo Cláudio que
nos enviou a matéria a qual veio enriquecer nosso Portal,
façam como o Cláudio pesquise e envie-nos sua matéria
afinal você como estanciano, não importa se tenha nascido
aqui em Estância mas reside há muitos anos, então você
é estanciano.
Consta no registro da História que João José
de Oliveira Leite, nasceu no dia 12 de abril de 1821, na Vila de Inhanbupe,
estado da Bahia, filho do Cel. João José Ferreira Leite
e de Ana Rita de Oliveira Leite, fazendeiros naquela região.
Depois de um brilhante curso no Colégio São Pedro de
Alcântara, na Bahia, João José não quis dedicar-se
à carreira de letras, preferindo a vida agrícola, indo
residir no Engenho Santa Sofia do Rio Branco, de sua propriedade, no município
do Conde, ao norte da Bahia.
Em 1848, foi nomeado tenente-coronel, Comandante do Décimo
Primeiro Batalhão da Guarda Nacional na Paróquia de Abrantes
(Bahia). Em 23 de julho de 1858, por decreto Imperial, foi promovido a
Coronel-Comandante Superior da Guarda Nacional do município do Conde,
na então Província da Bahia, tendo neste posto prestado
serviços ao Império por ocasião da Guerra do Paraguai,
aliciando voluntários com sacrifícios até de
sua própria fortuna, recebendo depois da Coroa, a título
de gratidão, a Comenda da Ordem da Rosa por Decreto Imperial de
21 de outubro de 1874 . Em 11 de julho de 1888, foi ainda agraciado pelo
Governo Imperial com o título de Barão do Timbó.
No advento da República ao qual tomou partido sob a Bandeira do
Partido Republicano Federal, muito concorreu com seu prestígio para
a vitória eleitoral do Dr. Prudente de Moraes. Abandonou a vida
política depois de nela evoluir durante meio século, sem
nunca Ter perdido uma só eleição, resolveu vender
seu Engenho Santa Sofia do Rio Branco,que ficava no município do Conde, na Bahia, pois com a libertação
dos escravos, perdera quase toda sua fortuna e mudou-se para a cidade de
Estância, no estado de Sergipe, ficando assim mais perto da Vila
de Santa Luzia, onde residiam no engenho São Félix sua filha
casada com seu enteado. Com o auxílio de sua própria
fortuna, viveu independentemente, falecendo no dia 05 de agosto de 1919,
aos 98 anos de idade.
BARÃO DE ESTÂNCIA

Bom
esta é outra história, ele residiu na Fazenda Escurial e aproveitou também
para receber D.Pedro II durante sua visita a Sergipe. Mas porque os
estancianos não conhecem sua História? O que ele fez por Estância? ou foi
somente por questões políticas, seu título de Barão e Senador? Bom esta
história é interessante, filho do Barão de Itaporanga. Mas Itaporanga é
visinho de Estância, o barão de ESTÂNCIA foi
Antonio Dias Coelho de Mello,natural da Província
de Sergipe. Foi fazendeiro;Deputado Geral na 13ª legislatura de 1867 a 1870,na
17ª e 18ª de 1878 a 1884 e Senador em 1885,tudo por sua Província
natal.Possuiu as Imperiais Ordens de Cristo e da Rosa. Agradecemos a
colaboração de Ezequiel que nos enviou por e-mail mas não identificamos seu
endereço o Ezequiel usou um software que não identifica o e-mail. Por favor
Ezequiel se você nos visitar e ver esta mensagem, envie-nos a fonte onde você conseguiu o artigo e foto
ok? O que será que O Barão de Estância fez por nossa Terra? esta e
outras respostas, a história nos pregou uma peça e aposto que você irá
responder esta com notícias atuais...
ESTÂNCIA DO IMPÉRIO
A REPÚBLICA
De 1500 a 1889 um espaço na história que estamos
tentando resgatar.
Contam que quando estavam escavando o lado esquerdo da Igreja,
hoje Catedral, havia ali um cemitério de Escravos. Segundo
moradores antigos, do lado esquerdo da porta principal da Igreja,
como do lado direito, foram rebaixados, para construção paisagística
dos Jardins, no lado esquerdo onde tinha o Marco do centro da cidade
isto é Praça Brício Cardoso e, onde marca a altitude relativa ao Nível do Mar (50 metros
de altura - para "ajuste em miliamberes") foram achado ossos humanos, alguns
ainda com grilhões nos tornozelos onde provavelmente,
eram e escravos. Não se tem registro concretos de Quilombos
instalados em Estância, embora afirmem que a antiga Rua do Quilombo (Rua Marechal Deodoro)
, era na realidade um Quilombo, onde creio que não , pois os escravos
quando fugiam das fazendas, iam para locais de difícil acesso, Cavernas,
locais altos, onde os Capitães do Mato tinham dificuldade
de chegar. Exemplo a Mussuca perto de Areia Branca, indo para Itabaiana,
para quem conhece era de difícil acesso uma espécie de desfiladeiro
bom para as antigas emboscadas, e realmente lá encontramos remanescentes
de escravos, que fugiam dali de perto, Maruim, e outras localidades.
Até 1878 muitos escravos foram alforriados no município
de Estância . Terminou em 1888 o tempo cruel da escravatura e tivemos
nossa população aumentada com sua libertação. Atenção
o Marco centro de nossa cidade que consta desta matéria foi assassinado por
algum prefeito ou Administrador que ordenou sua retirada. É esta a História
que você terá no futuro para contar... se continuarem a distruirem assim
não irá sobrar nada...
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