Recordando
um pouco de História
Martin
Afonso, já deu um passeio por aqui muito antes de voltar para tomar
conta, as crises na coroa portuguesa junto a espanhola já vinham aumentando,
problemas e mais problemas internos, dívidas, comprometiam muito Portugal
que selou acordo com a Espanha e com esta fusão o tratado de Tordesilhas,
desapareceu além de acordarem os donatários das próximas capitanias. E a
divisão ficou mais ou menos assim das capitanias, uma para Portugal a outra
para Espanha e foi assim que a Capitania da Bahia e Sergipe caíram nas mãos dos
colonizadores espanhóis.
Neste
ínterim Rio de Janeiro era invadido pelos
franceses, vindo então lutar junto a coroa nada mais e nada menos que Cristóvão
de Barros, e seus comandados com ele Pedro Homem da Costa (filho) que estavam na
Bahia, indo depois para o Rio de Janeiro.
Mas
antes de chegarem aqui aconteceram muitas coisas....
A sede que se tem como
registro das primeiras povoações e por onde começou Sergipe
todos os indícios de colonização apontam para a antiga localidade chamada de Vila de Santa
Luzia do Rio Real do Itanhy.
As
terras antes ocupadas por Garcia D´Ávila, ficaram abandonadas
por muito tempo em
1548, por força de um contrato entre o Rei de Portugal, foi selado
o acordo com a condição de pagar o rei a Manoel Pereira Coutinho,
filho de Francisco Pereira Coutinho, somava quatrocentos mil Réis ano.
Esta condição de Ter sido ao rei e não à
Coroa de Portugal a quem foi cedida a Capitania doada a Coutinho em 1534,
chamada mais tarde de Sergipe de El Rei. Esta terra era habitada em sua
grande maioria por selvagens da tribo Tupinambás aos quais, a tempo
vinham prestando serviços à ambição estrangeira, dando
lugar a diversos posseiros, mesmo sabendo que pertenciam principalmente a coroa.
Já o 3º Capitão do Rio de Janeiro e seu 4º Governador
Cristóvão de Barros lutou contra os franceses e foi duplamente
agraciado, primeiro já tinha ganho terras no Rio de Janeiro na localidade
chamada de Guapimirim e depois as terras
abandonadas de Sergipe. Cristóvão de Barros Fundador de São Cristóvão em Sergipe, onde
chegou em 1590.
Vila de Santa Luzia do Rio Real do Itanhy - Onde
se concentrava a sede que governava o sul do Estado isto é a Capitania,
inclusive o povoado de Estância que já havia se formando e com
a criação de gado sua primeira fonte econômica.
Setembro
de 1621 Pedro Homem da Costa leva a fama pela fundação de Estância, quando
na ocasião o Capitão João Mendes, envia ao Rei da Espanha, Dom Felipe
IV e Felipe III de Portugal pedido através carta Sesmaria às terras
ocupadas na atualidade pelo Capitão de Mar e Guerra Pedro Homem da Costa e
Pedro Alves, ambos eram auxiliares de Cristóvão de Barros ao chegarem aqui em
1590..
1640 fim da influencia
espanhola Portugal volta a usar seu brasão verdadeiro.
INVASÃO HOLANDESA DEIXA ESTÂNCIA EM ALERTA
Em 1624 na Bahia segunda em Pernambuco 1630
durou 27 anos nesta época Portugal estava sob
o jugo da Espanha. Em 1637, os holandeses, chefiados por Segismundo
Van Schoppke, vieram para Sergipe causando muita morte e destruição.
Fazendeiros da época conseguiram levar seus gados para longe,
isto é para o interior de Sergipe até o sertão de
Simão Dias, correndo dos holandeses, onde por lá ficaram.
Já em 1639, o Conde Torre começou a preparar a resistência
aos holandeses, que foram definitivamente expulsos em 1645. Os fatos ocorridos
no ano de 1637 foram os mais cruéis registrados pela ocupação dos
holandeses no Brasil. Mauricio de Nassau, para reparar
o erro, promoveu a colonização de Sergipe, em 1642
Entre 1637 e 1645, Sergipe esteve sob o domínio dos holandeses,
período no qual sua economia foi bastante prejudicada.
Entretanto
os holandeses não contavam com a reação dos habitantes
de * São Cristóvão que incendiaram a cidade,
então província de Sergipe Del Rei. A notícia logo se espalhou
deixando em polvorosa a localidade de Estância, próximo
porto vindo pelo Rio Real e rio Piauí, além de passagem por
terra. Heróis famosos talvez, mas que ajudou com sua bravura na expulsão
dos Holandeses de Sergipe, foi Antonio
Felipe Camarão, que era índio e Henrique Dias (negro) e que passaram
por Estância onde ficaram acampados em direção
ao litoral em vigília constante até São Cristóvão,
sua passagem, entretanto trouxe intranqüilidade para os gentílicos
que se apavoraram formaram barricadas na área do porto, e cidade
colocando homens em algumas localidades, qualquer ato fora da atividade
local, era motivo de pavor.
(*Fundada nos fins do século XVI por Cristóvão de
Barros, Sede da Capitania de Sergipe Del Rey. Em 1636 a cidade foi
invadida, assaltada e incendiada pelos holandeses, só retornando ao controle dos portugueses em 1645) Assim como nossa cidade onde o descaso
de algumas autoridades, no que conste a destruição
de nosso maior tesouro que é nosso patrimônio cultural através da conservação de sua Catedral tanto no interior
e exterior, seus casarões, e principalmente sua principal
praça onde se formou um mercado Persa, assim foi São Cristóvão o cemitério dos Holandeses a bem pouco tempo foi totalmente
destruído pela doação de sua área a pessoas de baixa
renda para construção de casas, não poderiam
comprar um terreno ao lado ou em outro local para estas construções
? É assim que nossa memória vai se apagando e caindo no esquecimento.
Parte desta pesquisa deu um trabalho mesmo, diversos livros folheados
espirros aqui e ali do mofo das bibliotecas, a dificuldade de tirar uma cópia,
muitas vezes limitado a anotações enfim a invasão holandesa em Sergipe, não
foi muito promissor como Recife, porém deixou-nos marcas que estão sendo destruídas
aos poucos e outras que já sumiram.
Com a recuperação das terras pelos portugueses, desenvolveu-se
a cultura canavieira e a criação de gado.
Em 1713 através carta Regia,
de 29 de julho do mesmo ano, foi efetuado a a transferência da sede
de Santa Luzia para o povoado de Estância. Com muitos protestos dos
políticos de Santa Luzia, mas só que a maioria deles tinham residência fixa
aqui em Estância, mesmo Santa Luzia tivesse também sua Igreja construída pelos
Jesuítas, Estância também tinha e sua área de ocupação era muito
maior do que a da Vila de Santa Luzia do Rio Real do Itanhy. Então
nossa cidade como sede ficou sendo chamada de Vila de Estância.