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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE
ESTÂNCIA
JARDIM DE SERGIPE DEL REI
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FRAGMENTOS RESGATE
DA HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DE
ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE
DEL REI
Página 2
Por: Francisco de Assis O. da Cruz
Vindo ao Rio de Janeiro, tive a oportunidade de ser freqüentador
de um dos maiores centros de pesquisa do nosso país. A Biblioteca
Nacional, Arquivo Nacional, Gabinete Português de Leitura, onde neste
vai e vem fiz amizade com pesquisadores que acharam interessante
meu interesse diferente da minha formação acadêmica,
da qual só me formei mas nunca exerci a profissão. A descoberta
foi maravilhosa, ler, escrever e requisitar cópias de jornais, documentos,
mapas, onde sempre via o nome de Estância em diversos textos. Copias
das cartas de D.Quirino, descrições de Felisbelo Freire no
seu livro História de Sergipe, me obrigou a pesquisar também
em dicionários de Latim, costumes de épocas, história
de termos navais da época, mapas antigos política, antropologia,
geografia, economia, o que se passava na Europa, comparações
com datas, enfim toda esta gama e muito mais em uma pesquisa que nunca
havia experimentado antes. É fascinante. Ainda ganhei uma tremenda
alergia do mofo Arfff. Mas que valeu valeu.
Estância - Fazenda
em espanhol local de criação de rebanhos bovinos, eqüinos,
suínos, caprinos e outros.
Currais desde a localidade de "Cachoeira
de São Felix" o recôncavo baiano era um local excelente
para criação de gado, plantio de algodão e cana
de açúcar . Esta afirmativa deve-se ao local onde Estância
está localizada, pois era considerado antigamente quando ainda
pertencia a Capitania da Bahia, como recôncavo baiano. Convém
frisar que desde o Rio Real até a atual Estância haviam diversos
Engenhos de Cana de Açúcar. E esta produção açucareira
durante a colonização era de suma importância tanto
para a economia local como serviu também como lastro para pagar
os baianos que intermediaram com os espanhóis que nos dominou por
cerca de sessenta anos, onde a armada espanhola, contratava piratas
espanhóis para auxiliar a expulsão dos holandeses das costas
de Sergipe e Bahia.
Provável fundador
- Pedro Homem
da Costa (Quer conhecer e tirar suas
dúvidas?
Clique AQUI) - ou
(Pedro Hombre de la Costa). de nacionalidade Mexicana, como falam?
seria? é mesmo ?
ou então porque seu nome é totalmente
em português? Poderia ser filho de um mexicano ou mesmo
de um Espanhol, pois seria o mais viável para a época.
Mas porém todavia contudo, e Vírgula.... é bom lembrar
que a colônia estava sob o poder da Espanha, Portugal apitava muito
pouco por aqui, e o famoso Tratado das Tordesilhas, já tinha ido para
o espaço, com esta dita "união". Outros estancianos porem tem
a certeza que tanto Pedro e o irmão faziam parte da expedição
de Cristóvão de Barros 1590, quando aqui chegaram. O Cristóvão
que estava no Rio de Janeiro, tomando conta de sua primeira sesmaria em Guapimirim,
também ganhou uma outra no norte da colônia, ou seja Sergipe,
já que os outros mandatários que Sergipe teve não teve
pulso para conter as diversas contendas com os Tupinambás e kariris,
e os Jesuítas já não continha a fúria dos posseiros
e principalmente o Garcia D`Ávila que tinha
estado na Vila de Santa Luzia do Rio Real do Itanhy e abandonara o
local. Em 1590, Cristóvão de Barros que como gratificação
da ajuda pela expulsão dos franceses no Rio de janeiro, além
da sesmaria de Guapimirin, ainda ganhou mais uma nova, tornando-se
novo mandatário da Capitania de Sergipe d`El Rei. Aqui chegando
lutou bastante para apaziguar os ânimos dos índios, Pedro Homem
da Costa e irmão fazia parte desta expedição "coluna
do exército" e aqui se estabeleceu,"só que aqui na localidade
chamada Estância, já residia um certo número de posseiros
em terras que outrora pertenciam a Diogo de Quadros e Antonio
Guedes; (outra suposição seria a a vinda de diversos
espanhóis que estavam migrando para o território baiano,
onde já haviam franceses muito antes do descobrimento do nosso país,
além de mamelucos). Poderia ser um aventureiro, um navegador
sem fama, a verdade que boatos foram passados de boca em boca, igual a história
dos hebreus (habirus, hebirús povo nômade errantes, viventes
e tendas separadas por tribos , famílias hebreus) este povo
passava a informação de um para outra geração
que o sucedia igual a história de Estância. O fato é
quem registrou levou o nome e fama. Até a presente data
não descobri nenhum documento nada escrito para bater o martelo da
verdade, pesquisei sobre o assunto com amigos da Torre do Tombos e
Arquivo Nacional em Portugal, Biblioteca Nacional - Rio de Janeiro, Listas
de Portugueses que vieram para o Brasil, contatei com o Jorge
Morgado da RTP i estação de TV Portuguesa que fez a série
"Uma Avenida Chamada Brasil" quando homenagearam os 500 anos de Descobrimentos
realizada em 2000. Há uma suspeita nos Açores, onde há
um forte e localidade chamada Guadalupe e lá existiu um Pedro Homem
da Costa, que aliás diversos homônimos encontrei na história
de Portugal e aqui no Brasil. Uma coisa é certa a catequização
por Jesuítas, a guerra com os Tupinambás, aqui onde era
chamada de Os Currais, e Recôncavo Baiano, pois na ocasião
a capitania da Bahia era bem pequena, existia a Capitania de Ilhéus,
Porto Seguro, Pernambuco e a capitania da Bahia era explorada pelo espertalhão
Caramuru, o Diogo Álvares Correia, que já estava aqui
vítima do destino e laureado pela sorte do incidente que salvou sua
vida. O interessante que na Escola de D. Joaquina de Souza, nos livros
de Victor Mussumeci, Borges Hermida, e outros historiadores, não
trazia a versão que hoje sabemos, inclusive como D.João
III enganou Don Henrique da Espanha, bom mas voltando ao assunto de Estância,
descobrimos famílias portuguesas com os sobrenomes de Homem
e de Costa, aí vem a polemica, será que Pedro Homem da Costa
veio realmente do México?. O que temos registro
é o cartório na localidade de Santa Luzia do Itanhy que ficava
depois da povoação conhecida hoje como Cachoeira de São
Felix na Bahia, pois era uma capitania só e os Currais, que além
da criação de Gado, tinha plantação de cana de
açúcar e algodão.
Naquela época (Sergipe)
pertencia a Capitania da Bahia, que começava ao sul da
capitania de Pernambuco, na foz do Rio São Francisco, (Ilha das Flores)
até o Rio Jaguaribe perto da ilha de Itaparica próximo
(a cidade do Salvador) cujo mandatário era Francisco Pereira
Coutinho que fora nomeado pelo Rei D.João III. Depois seu filho
Manoel Pereira Coutinho.
Outra versão é que
Pedro Homem da Costa, era um fazendeiro rico e provável
fundador de Estância. Outros falavam que era náufrago,
o certo mesmo não se tem gravado na história, existe
controvérsias, o Pedro, trouxe consigo uma pequena imagem que afirma
ser de Nossa Senhora de Guadalupe? que é a Padroeira do México,
daí a probabilidade de que o mesmo seria mexicano. Com
esta pequena imagem onde não sabemos do seu paradeiro, foi erguido
uma pequena capela no mesmo local onde atualmente está situado
a Catedral de Estância. A sua procedência e, a respeito
da imagem de N. Sa. de Guadalupe é uma Big Incógnita
. É bom frisar que a localidade ou seja a povoação
Estância já existia com alguns moradores. O fato é se
o Senhor Pedro Homem da Costa e irmão ganhou isto aqui de mão
beijada, com uma sesmaria, logicamente a história o consagrou
como Fundador. E quem realmente chegou aqui primeiro ? Foi o
ovo ou a Galinha? O que se tem registro somente é a posse das terras
através uma sesmaria.
O interessante para os futuros
historiadores e prováveis arqueólogos, bem ao lado (Esquerdo,
onde encontrava-se o marco do centro
da cidade, alguma autoridade com imensa capacidade cultural de nossa cidade
fez a bondade de mandar tirar do local). Nesta parte hoje denominada como
Praça Brício Cardoso, seria provável local
onde era um cemitério de Escravos. Na primeira escavação
foram encontrado diversas ossadas, na segunda escavação para
a reforma e recuo do Jardim, quando ainda existia o antigo Bar do Sr.Geraldo
Gomes, o antigo Flecha de Ouro, foram encontrados fragmentos ósseos
que segundo os mais antigos, seriam ossos dos escravos enterrados ao lado
da capela. (Resta-nos a confirmação dos dados).
Não conhecemos a data exata do assentamento da Fazenda ou povoação
Estância (Vila Constitucional de Estância do Rio Real) que
mais tarde fora identificada por ter naquela localidade, uma capelinha com
uma virgem morena. N.S.a., de Guadalupe. (Gostaria de obter o livro
de Urbano Neto) que segundo informações, João
Dias Cardoso sogro de Pedro Homem da Costa fundaram a Cidade de Estância.
Diversos assuntos, inclusive este você encontra navegando em nossas
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Maiores detalhes vem ai o
livro Resgate da História de
Estância Jardim de
Sergipe de El Rei. (no prelo)
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