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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE
ESTÂNCIA
JARDIM DE SERGIPE DEL REI
Procure a côr que deseja para visualizar melhor
Por: Francisco de Assis O.
da Cruz
Pontos Turísticos, Pitorescos e Antigos Casarões
Parte 1
Parte
2 Parte 3 Parte 4 Parte
5 Parte 6
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Porto D`Areia
O Porto da Areia também já teve seu tempo áureo,
havia três trapiches alem da Capivara, onde na década de 20 as barcaças vinham até perto da praia do Crasto, Porto
do Mato, e depois as mercadorias, vinham para Estância, lembro-me que entrando em um desses trapiches explorando
onde havia uma espécie de caverna pois lá dentro era tudo escuro, deparei-me com um lápide
em granito verde e pedaços de mármore carrara, havia também um espécie e guindaste movido no “muque”
(músculos , no braço) com uma manivela onde havia uma espécie e catraca que prendia o peso da mercadoria
impedindo de cair no Rio Piauí (Maré). Fábrica de aproveitamento de Côco onde se fabricava óleo
de Coco. pertencente ao português, José Pinheiro Alvéolos, na colina do porto da Areia dá um lindo Belvedere
onde você pode deslumbrar ao longe coqueirais. neste mesmo local existe um réplica do Cristo Redentor com os
braços abertos, não em proporções como no Rio de Janeiro, para abençoar este povo hospitaleiro como é
o de Estância. Colônia de Pescadores Z 4 ligados a capitania dos portos. Aliás
com cessão de atividades marítimas soubemos que a Capitania dos portos transferiu suas atividades para
Aracaju.

Muitos
estancianos não conhecem este Belvedere no Porto D`areia onde há um cristo
abençoando nossa cidade. No lado direito Capela com um Cruzeiro. 
Quem
gamou por este local foi a France que chegou a levar seu irmão caçula o Tiago
e a mamãe dele para se deliciar desta paisagem. Agora vamos até lá
embaixo para ver os....
Trapiches
 Colaborou
com esta foto, o Bel. em Artes e futuro arqueólogo Marcos Vieira Amor.
BRRrrrrr há talvez este seja o som de muitos arrepios, que haveria
de dormir nas ruínas dos velhos trapiches. Suas histórias, que se foram com as pessoas que trabalharam,
deveria conter muitas aventuras dos antigos marujos, mestres de barcaças, trabalhadores da estiva em geral.
Já fiz uma visita às ruínas dos existentes em Estância, tinha meus
18 anos e como todo
jovem em busca
de aventuras, cheguei a escalar o paredão construído com rochas. Em um deles em frente ao ancoradouro das canoas
de pesca, perto da Z4, havia no porão fétido de excremento de
morcego, algumas peças de granito verde
e fragmentos de mármore carrara, velhas lápides que nunca foram colocadas em seus endereços no cemitério
local. Nestes Fragmentos as inscrições eram escritas em latim e havia uma data, porém o ano era que estava
intacto 1684. Não deu para identificar o ilustre defunto, pois quando adentrávamos naquele e úmido porão
em busca de mais fragmentos para formar a Lápide, um dos nossos companheiros resolveu pregar uma peça, atirou
uma pedra para dentro do porão o que fez espantar mais de quinhentos morcegos, e tivemos que nos sujar todo
deitando no chão para nos livrar dos vôos rasantes dos alados sem pena.
Subindo pela Arrepiada, chegamos agora
no Bairro São Jorge e no Forródromo.
Forródromo
Situado no final da rua dos Ferreiros, bem próximo a rua do Limoeiro
, foi construído a céu aberto, com uma espécie de uma quadra, de aproximadamente 50 metros de comprimento
com 15 de largura, com uma tela de proteção armada em postes que atingem aproximadamente
14 metros dando para uma de suas laterais onde localizasse uma arquibancada onde os turistas podem apreciar
as famosas batalhas de busca-pés com segurança.
Local de concentração das festividades juninas em Estância,
eliminando as batalhas de busca-pés que ocorriam em qualquer logradouro escolhido pelos foliões juninos,
podemos assim dizer. Na parte de cima um área vasta, para dançar forro, apresentações
de Quadrilhas e local das barracas de guloseimas, petiscos, licores, lembranças, e bebidas.
Fábrica Santa Cruz
.
Onde você poderá ver uma linda barragem no Rio Piauí.
A antiga Fábrica foi uma das primeiras a ter uma creche para atender aos filhos das operárias, graças
a D. Carmem que tanto fez para a comunidade naquela época. A Fábrica Santa Cruz, pelo pouco que sabemos,
já foi Engenho tempos Atrás, é o que nos contaram, não temos prova concreta. Sabemos que foi adquirida pelos Leite
que vieram de Maruim para Estância, isto o Dr. Júlio César Leite. Chegou a exportar para diversos países
da Europa e América. Antigamente dava cerca de mais de dois mil empregos, visto hoje pelo tamanho que é
a Vila Operária compostas de centenas de casas na sua maioria vazias, para quem passa na Av. Santa Cruz e conheceu
o movimento antigo, hoje é mais calmo.
Dr.Júlio juntamente com Dona Carmem, fundaram uma Biblioteca
e um Cassino, além de implantarem na área da Fábrica uma Creche que abrigava as crianças das operárias,
isto naquele velho tempo, já olhavam com humanismo, pois um empregado tranqüilo
produz mais sabendo que seu
ente querido está por perto, tudo isto quando ainda não existia o famoso ISO 9001, 9002.
A Companhia, tinha uma Lancha muito bonita, que singrava o Rio Piauí
indo até o Mangue Seco e outros locais pitorescos. Tempos bons.
Barragem da Fábrica Santa Cruz ampliada
Rio Piauí
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