Virgem Morena N.S. de Guadalupe Padroeira de EstanciaBandeira de Estancia Sergipe,Banner Estancia Jardim de Sergipe del Rei - Homenagem a Pedro Advincula da Cruz -Brasao do Estado de Sergipe - Um balão e um índioBandeira do Estado de SergipeBandeira Brasileira dançando no vento
Criador e Idealizador: Francisco de Assis O. da Cruz - 1997
Estância - Sergipe - Brasil  - - Hora Local
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  PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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Por: Francisco de Assis O. da Cruz

ACONTECIMENTOS - CURIOSIDADES - QUE  MARCARAM ÉPOCA 

 

Documentos que usavam selos como impostos

Aconteceu ainda no Império  -  1813

Os impostos até a década de 60 por ai eram recolhidos pelos comerciantes ou mesmo pessoas "físicas"  através de suas transações onde era muito utilizado as famosas Notas Promissórias, duplicatas, Letras, etc e etc. Pois é a taxação de acordo com o montante em Contos de Réis moeda circulante valia um selo tanto que muitos documentos havia diversos selos. A solicitação de baixar juros, pedir isenção no sentido de estimular a produção, também ficou registrado em Estância. Foi o Senhor José Antonio de Oliveira Guimarães como representante dos moradores da povoação da Estância do Rio Real, pediu a "graça de não pagarem ao seleiro da Bahia, contribuição pelos gêneros exportados para o Rio de Janeiro e outras capitanias."

estampilhas selos, servia como imposto em cartórios

 

BARÃO DE ESTÂNCIA

Desenho ou foto do Barão de Estância, por Ezequiel

1822

Filho do Barão de Itaporanga, Antonio Dias Coelho de Mello

O barão de ESTÂNCIA foi Antonio Dias Coelho de Mello,natural da Província de Sergipe.Foi fazendeiro;Deputado Geral na 13ª legislatura de 1867 a 1870,na 17ª e 18ª de 1878 a 1884 e Senador em 1885,tudo por sua Província natal.Possuiu as Imperiais Ordens de Cristo e da Rosa. Agradecemos a colaboração de Ezequiel que nos enviou por e-mail mas não identificamos seu endereço o Ezequiel usou um software que não identifica o e-mail. Por favor Ezequiel se você nos visitar e ver esta mensagem, envie-nos a fonte onde você conseguiu o artigo e foto ok?

 

Mas que História é essa ?  Lampião em Estância

copia de desenho Lampião                     Estância invadida por Virgulino Ferreira Lampião ? A torre da  então Igreja Matriz N. Sa, de  Guadalupe,  serviu de vigília durante algum tempo que o terror tomou conta da cidade. Diversas barricadas foram armadas, rações e comida e  água armazenadas e bastante pólvora  estocada e      munições diversas. O cansaço tomava conta de todos, olhos inchados com aquelas olheiras    enormes  os frustrados  preparativos  heróicos, iam se desfazendo aos poucos. Caixa de Frosco,     (Fósforo) ,  Maria  Bonita e o próprio Capitão Virgulino Ferreira. 
                     Onde estará  o temível Capitão Virgulino,  ???   muitas noites sem dormir, um susto ali, outro aqui, enfim a paz..... era um falso alarme   ou Lampião resolveu tomar outro rumo ? talvez Carrapicho   perto de Propriá  sei lá,  só sabemos que em Estância não esteve. ou esteve?   No sertão sim mas aqui?
 
 A Cólera   Mata centenas  em Estância 

Centenas de corpos hoje descansam  onde foi o Estádio do Esporte Clube  Bonfim  (Estádio José Pequeno)  atual Industria de beneficiamento de Tecidos a oeste do Bairro Bonfim, perto da rodovia que liga até a propriedade Balduino. 
 

            OS PRIMEIROS CARROS QUERO DIZER AUTOMÓVEIS 

 

Dizem que Estância foi surpreendida com a chegada do primeiro carro movido a motor de explosão. 
Um espanto... de repente aquele peculiar silêncio da cidade, vez ou outra interrompida por um tropel de cavalos, do cantar das rodas do carro de boi, das charretes, foi quebrada com um barulho por enquanto estranho. Todos
correram as portas e janelas para ver o que estava acontecendo além de diversas pessoas na sua maioria crianças correndo e fazendo algazarras atrais do pequeno caminhão Ford, do tamanho de uma caminhonete de hoje. 
O Choufier de boné inglês,  óculos ray-ban e luvas, acenava para aquela calorosa recepção. 
O Caixeiro viajante como era chamado antigamente, finalmente havia abandonado os cansativos e trabalhosos burros de cargas e cavalos além de empregados que faziam parte do antigo comboio. Hoje ele exibia orgulhoso um Ford com seu radiador fumegando e explodindo chegando na cidade. Ao invés de capim água de riachos, ou rios, além de alimentar outras bocas, ele agora somente faria força se por acaso o pneu saísse do aro, pois não havia câmara imaginemos um chocalho  pelas estradas esburacadas e na sua maioria feitas a mão, isto é de enxadas, pás e picaretas.  A carga que trazia vendeu em uma rapidez impressionante. Agora restava arranjar combustível para retornar. Era quase duas horas da manhã quando deixou o hotel para ir embora, pois teria que chegar a Aracaju ainda pela manhã onde iria receber mais mercadorias. "Sr. José falou o choufier, onde posso encontrar querosene para colocar em meu caminhão ? " ora o nosso humilde "matuto" tabaréu levou em uma  bodega para perguntar pois não sabia o que era. Bateu a porta o bodegueiro com um candeeiro fraco atendeu "pois não" O senhor tem querosene para eu colocar no meu caminhão ?  Hum..... num tem não sinhô mas eu acho que meu vizinho tem. 
E para lá se dirigiram Boa noite Sinhozinho . Boa noite respondeu o outro bodegueiro. O senhor tem um tal de querosene ?  Tem sim senhor o Caixeiro entrou e o velho bodegueiro entrou para matar a curiosidade, quando viu
Seu Sinhozinho, pegar algumas latas de querosene, jacaré  o velho disse ochente .... esta peste eu tenho lá em casa. 
Esta peste é Gáis. 
(Gás  -abreviatura de Gás Oil -  era chamado pelo gringos no nordeste e não  por querosene) 


Ford antigo, acho 

 

 


            Um Jegue  acorda  muita gente em um hotel em Estância. 
          E entra para a História o primeiro Jegue Artista 
 Jumento, Jegue como é conhecido em nossa Terra

  E Viva !   o Jegue ! 
     Rom hi rom shirom shirom shirom ( não é árabe não gente isto é Jeguinglês isto é linguagem de jegue) 
                           (Na crença  Nordestina  o Jegue é o Relógio do Sertão)

Este fato pitoresco, fora narrado por vários anos pela velha guarda de Estância. No final dos anos 40  para 50  tendo como palco o velho Hotel Estanciano,O Vitória ,  que ficava em uma rua atrás da Igreja que liga  até  a Rua dos Ferreiros.  Ora muito bem um médico  jovem recém-formado e vindo                    da Bahia viera aqui para  Estância,  ora, o Dr.Paulo Lopes Amaral,  vez ou outra gostava de tomar  algumas cervejas. 
Naquela época  a Energia Elétrica, era fornecida através de duas Usinas geradoras,  e costuma  desligar  as  10 horas da Noite,  depois desta hora quem estava na Rua,  ficava a mercê da escuridão, fachos de  lanternas as vezes cortava a escuridão da noite,  um Candeeiro, uma lamparina  de Carbureto, e velas   a   mais popular invenção.  Em uma noite destas e era noite de lua cheia, 
vinha  para o hotel o Dr.Paulo  e  alguns amigos hóspedes, quando  avistaram na Praça do Barão  Rio Branco, um jegue pastando a noite e  tiveram uma brilhante idéia,  Não tem um  quarto  vago perto do nosso ?  É tem... e então ! vamos levar o   jegue para o Hotel ?  vamos..  respondeu o companheiro. E os dois  perseguiram o mesmo até a Rua Domingos Gordo, próximo ao hotel. E agora ?  pergunta um companheiro para o outro. Como vamos  fazer ? não tem cabresto e não temos corda para amarra-lo como vamos prende-lo ? PLIN !!.. 
Eureka ...  grande Idéia.  o Dr. Paulo tirou o cinturão (cinto) amarrou no pescoço do bicho e para lá foram. 
Além da entrada principal do Hotel, que dava para a Rua Domingos Gordo, onde tinha um estacionamento  jardim,  tinha também outra entrada  que tinha meia porta. Isto é a porta com duas metades, a de baixo e a  de cima  muito usada nesta região.  E lá se foram.... pocotó,,ocotó.. o casco  do bicho fazendo barulho  no  corredor de tijolos do Hotel  e como a chave de um quarto cabia 
nos demais,  abriram o quarto vizinho e  empurraram o bicho lá para dentro e trancaram a porta. 
Durante a madrugada  vez ou outra o silencio era quebrado pelo pocotó... percuto... das patas batendo  no  chão . 
Meu amigo .....    ao surgir os primeiros raios do sol, que trespassava  as frestas do telhado anunciando o  raiar do Dia...  nosso ilustre amigo quadrúpede  Runch Runch RRRRROMMMMM  SIMMMMMM   RRROMMM  RINCH RINCH RINGH....... 
(tradução segundo Luiz Gonzaga... Seu menino..... comi seu meu milho, comi seu milho, comi seu  milho e  como.  e como,  e como,  e como...) 
Precisa contar o Resto ?  Precisa contar o alvoroço que causou,  e Quem foi ? quem foi que trouxe o  jegue  aqui para dentro ?  Cadê   o Vigia,  e o Vigia "num sei não sinhô"  Depois de algum tempo o Senhor  Odilon  gerente,  ficou sabendo quem trouxe o jegue.... o Dr.Paulo. 

 Achei esta passagem  interessante e estamos  repassando para vocês. 
 
 Agosto de 1954 Morte de Getúlio Vargas 

             Naquele dia após ser noticiado pelo Repórter Esso na Rádio Nacional, do possível suicídio do  Senhor Presidente da Republica, Getúlio Vargas, desencadeou desentendimento político também   no  interior do Estado, principalmente na cidade de Estância, onde o PTB lideradas pelo então               deputado, Francisco de Araújo Macedo (Nozinho Macedo)  e  do PR   lideradas pelo Senador da  República  Júlio César  Leite  e ainda tínhamos a UDN e o PSD. 
              Com  a notícia da morte do líder e fundador do Partido Trabalhista Brasileiro, houve um pequeno  incidente entre militantes  rivais ao  partido,  resultando em uma morte e alguns feridos. Aliás todo  país estava fervendo pela morte do Líder  Trabalhista. 
 

A Bahia teve a Marta Rocha, e Estância Sergipe teve 
Maria Helena Silva, segundo Lugar MISS BRASIL. 
      (competiu com Marta Rocha)      

Miss Sergipe 54 Senhorita Maria Helena Silva.

Chegamos perto Segundo lugar no Brasil, por alguns milésimos de centímetros. Maria Helena Silva, filha do então comerciante, Domingos Silva, irmã de Magna, Fernando Silva, Rosa, amigos da família. Convém  dizer que sempre tive bom gosto, pois na época que a Maria Helena foi segundo lugar MISS BRASIL 
ao lado de Marta Rocha, sempre achava a Maria Helena muito bonita, tinha eu meus cinco anos por ai,  e  não foi atoa que ganhei uma foto autografada da mesma que  por longos anos ficou na minha galeria, até que um certo dia, uma das minhas centenas  de namoradas que tive, achou de entrar em meu quarto tirar a foto do quadro e rasgar em pedacinhos, senão estaria expondo para vocês a foto de Maria Helena, mulher bonita que abalou o júri  onde a disputa foi resolvida, pelos danados centímetros, e ai a  Marta Rocha  foi ao trono.  Mas para quem conheceu a bela mulher estanciana sabe enaltecer os nossos valores. 

Há poucos dias minha filha Francesleide foi a uma festa em Aracaju e lá foi apresentada a Maria Helena. E a admiração foi total, deixando escapar verbalmente é meu pai tem razão a senhora é muito bonita. 
 
 
                                                        Simbolo da Força Aérea Brasileira - Brasão de Armas

Tenente Eloy  e  seu  irmão Carlinhos 

Ten da Fab Eloi, falecido em acidente Aéreo em Estância


                 Anos 50 para 60  Tenente Eloi  era piloto da gloriosa FAB, Força Aérea Brasileira  e toda vez que  chegava Estância, dava um show aéreo  para todos  com seus mergulhos, rasantes, estolando a  belonave e caindo em  parafuso depois picava  para  estabilizar  o avião, fazia  trezentos e sessenta,       percas  com compensações  enfim mostrava sua perícia, mesmo pilotando um avião caça de asa  Baixa com motor de 18 cilindros, e com  velocidade que alcançava 550 km por hora em mergulho de  ataque (picar). Avião de fabricação americana foi muito usado na II Grande Guerra onde  seu esquadrão  ficou marcado como Senta Pua,  o Tander Boalt   o famoso T6 era  para nos que fomos testemunhas  um avião espetacular. Um dia entretanto Eloy fora traído ao final da tarde, neste dia  havia  insistido com o irmão Carlinhos em irem dar  algumas piruetas. 
            Recordo-me  do feito pois era apaixonado pela aviação naquela época deveria ter meus cinco ou  seis anos de idade,  e ficava  super admirado, correndo para dentro de casa para ir até  o  quintal  para não perder os melhores momentos, depois vinha correndo em louca disparada por dentro  de  casa  até a Praça da Bandeira, onde residíamos também para ver o T6  arremeter até  entrar em  velocidade de Stool,    cortava o motor de 18 cilindros, e depois caia em parafuso  uma, duas, três   vezes  isto acima 6 mil a 8 mil pés de altura arrancando de todos aquele 'OH!!" de admiração. 
                                         T6  sendo abastecido
          T6 -Caça Bombardeio na hora da partida, acionando o magneto 
                   Foto, desenho, cedido pelo amigo Nelson por e-mail. 
         (T6 Armado com 4 metralhadoras bombas e um  tanque auxiliar sob a fuselagem) 
 
                             Um dos T6 usado na II Guerra pela FAB, pilotava Eloi
 
                           Vemos nesta foto o famoso emblema dos
                                 Bravos da II Guerra,  Senta a Púa
 
Ligava o magneto o motor   ligava, picava e lá se ia  novamente, fazendo o feito uma duas  três  vezes.  Uau ! era o máximo. 
Entre as duas torres da Matriz  Eloy  inclinava 45 graus e dava a impressão de passar entre as  duas torres em uma rasante espetacular  toda vez que ia em Estância sempre fazia este feito,  este  dia era outro dia uma tarde  belíssima  durante o ocaso,  já de volta ao Aeródromo,  na localidade  onde é hoje a Embrapa, lembro-me  pois o funcionário Rodolfo,  guardava com carinho e pesar um  pedaço de sua  fuselagem  e algumas peças da cabine do T6 pois foi ali perto da Cabeça o Boi  ao  anoitecer o Tenente Eloy   fazendo  aproximação pela perna do vento, ou seja na traves,  não viu o cabo de Alta  tensão que  passava  naquela formação geológica,  entre a sede do Sítio do Sr. Chico  de Jacinto até a  Serraria da  Cabeça  do boi,  ao baixar o trem de pouso,  e com velocidade   reduzida,  com os flaps baixados para  aumentar o arrasto e dar maior sustentação a belonave, ficou   enroscado nos cabos,  dando uma espécie de mergulho de nariz  no solo pátrio de sua terra natal. 
 O manche em forma de alavanca ( Na gíria de pilotos Pau nas coxas)  isto é entre uma perna e outra, ajudou a ceifar  as vidas daqueles jovens, segundo testemunhas que ao local acudiram. 
A Belonave ficou totalmente destroçada  tão rapidamente; a  notícia se espalhou, pois tinha-se o  costume de fazer uma espécie  de uma carreada quando o avião se dirigia ao Campo de Aviação, onde muitos corriam para  tirar fotos, outros para ver de perto um avião de Guerra, mas neste dia a  cidade que minutos atrás  assistia tudo maravilhada,  sendo alvo de comentários e críticas  agora                 silenciava triste e com lágrimas. 
 
Eu e meu pai como também quase toda Estância compareceu ao sepultamento. E foi  assim que  um dos  meus Heróis da minha infância se foi.  Seu Jazigo Perpétuo localizasse do lado esquerdo de quem entra  no Cemitério N. Sa.  da Piedade. 
 

Tenente Hamilton 

Estância  não fora esquecido pelos ases do Espaço, o Tenente Hamilton,  que casou com  uma das  filhas  do  Senhor "José de Coleta",  também fora um ás do Espaço  e nos fez recordar muito o caso  fatal do Tenente Eloy, também fazia exibições aéreas. 
 

Primeiras Televisões de Estância 

Em 1961 mês de julho para agosto em uma das milhares noites frias e úmidas que Estância  nos   oferece    nesta  parte do ano, ao passar pelo Pernambuquinho (Rua Duque de Caxias)  em direção de casa deparei com algumas dezenas de pessoas a olhar para uma casa, isto é o fundo da casa do Sr. Machado funcionário do Banco do Brasil, que residia a Praça 24 de Outubro cujo fundo ia dar no Pernambuquinho. Nesta pequena casa havia duas janelas onde o Sr. Machado funcionava a sua estação de rádio PY cujo hobby, era a coqueluche naquela época em Estância, era macanuto, pra cá Py para lá SQL, TKS, Alfa Beta Victor X-Ray, Hotel, Zulu etc. Bom nesta noite não estava falando com nenhum gringo, havia uma nova antena no final de um Caibro em cima da casinha e também algumas pessoas segurando para cá e para lá para sintonizar bem e a pequena multidão em coro, ta ficando bom, ta bom, ta ruim, ao me aproximar vi uma televisão preto e Branco toda chuviscada, porém com som audível e imagem ruim. E os comentários mas hoje está boa, que nada, ontem estava melhor, era um jogo de futebol, e alguém gritava olha o Garrincha, gol do Botafogo. Em resumo para época um espetáculo ninguém via praticamente nada somente a imaginação trabalhava como píxel em suas mentes e formava imagens variadas. 
No outro dia a caravana se dirigiu até a vizinha praia do Mangue Seco na Bahia onde foram testar a imagem com baterias, geradores e muita curiosidade. 
E formava-se um pequeno grupo de entusiastas pensando como trazer para a Estância uma repetidora como a que tinha em Aracaju. 

Roubo de Fuzis  gerou verdadeiro Alvoroço  na cidade 

Tiro de Guerra  antigo 140  era no Pernambuquinho, (Rua Duque de Caxias)  Sargento Meira  encarregado João.  A sede fora arrombada por ladrões que levaram cerca de dez fuzis,  modelo   mauser 1908 com pouca  munição o azar dos ladrões,  que não contavam com a experiência do Vigilante Estanciano,  o Guarda  da Prefeitura, que com sua experiência passada efetuou a prisão              seguida de morte de um dos  integrantes. Falamos do Sr. Salvador de Nhãn como era conhecido 
 

Salvador de Nhãn 

 Vigilante, Guarda Municipal, Herói  ou Vilão ? 

Opiniões diversas corria de boca em boca. O Senhor Salvador de Nhãn  nos livrou de alguns bandidos,  matou alguns para não morrer,  o desconhecido reagiu era ele  ou o vagabundo?  preferimos que seja o  vagabundo. Um serviço prestado a toda cidade de Estância,  pós regime militar, que na época contava   com um contingente de oito  a 13 policiais para uma cidade na época  de 32 mil habitantes, onde com um  Jeep atendia do Bairro Cachoeira , Cabeça do Boi, Botequim e Bairro Bonfim. e tinha dias que não  tinha  Jeep o atendimento era feito a pé.  O Vigilante diuturno, lá estava atento investigando, conhecia todos em Estância e os protegia. E expulsava os vagabundos da cidade. Tempos de paz. 
Os serviços prestados pelo cidadão conhecido na alcunha como Salvador de Nhãn,  a população de Estância, não tem preço que pague. Pois fazia papel e policial aliás bom policial.  Nossas Homenagens   Póstumas ao Senhor Salvador de Nhãn. Herói de Estância.
 
 O desaparecimento do Sr. Clemente Freitas e seu Salvamento 

                       Década de 70 
Na junção dos Rios  Piauí com o Real,  tendo de um lado o Famoso povoado  Mangue Seco como é conhecido em todo território nacional, pertencente ao Município de Jandaira no vizinho  Estado da Bahia, e do outro a famosa praia do Saco. 
O Barco do Senhor Clemente vira após bater em um banco de areia  na famosa "Croa"  ou  "Coroa",  Passou cerca  de 11 horas a deriva embaixo de sua lancha e olha que o Jovem de 70  primaveras,  velho lobo do mar, não se deu por vencido mesmo depois de ter problemas do coração lá estava  sorridente, dizendo não  foi desta vez que me mudei para o andar de cima. 
Sr. Clemente Freitas, trabalhava na Companhia Sul Sergipana de Eletricidade a Sulgipe, sua  procedência era  do sul do País, tinha Hobbie muito interessante,  Cinegrafista, e Fotógrafo  não sabemos onde está o seu  acervo  que deveria merecer muita atenção pois deve ter imagens espetaculares, de Estância, sua vida,  seu  povo locais que visitou Mangue Seco, Pontal, Praia do Crasto, imagens colhidas da Torre da Igreja  do Crasto  que de lá você divisa  as areias brancas do Mangue Seco já no Estado da Bahia. 
 
 

Instrumento Bélico, ou Equipamento de Pesquisa Náutica ??? 
 Gravura do Instrumento Científico encontrado nas águas do Saco e Mangue Seco
   Seu menino será que isto é um "Toipedo" arre !....

Instrumento achado nas Costas do Atlântico na Praia do Saco,  com altura relativa a dois metros e altura, com 60 cm de diâmetro, parecia com um torpedo, mas tinha aparência de um mini submarino  pois na parte do meio, havia dois aerofólios móveis  e na parte traseira, além da proteção  da hélice havia mais dois aerofólios, como se fosse mesmo um mini submarino, teleguiado na parte externa  havia  uma antena onde possivelmente recebia informações de uma possível base de experiência civil,  cientifica ou militar. O imediato Olimpio da Capitania dos portos, insistia em dizer que era um torpedo,  porém  mesmo os modelos lançados de avião, não era parecido mesmo. Entretanto  naqueles dias  vivíamos os primeiros anos da revolução de 64 e fora entregue aos militares. O instrumento foi posto e   amarrado em um caminhão o qual ficou exposto no Largo João Pessoa,  na  Rua Capitão Salomão,  em  frente a casa do  atual Prefeito Pedro Barreto Siqueira.  onde uma  verdadeira  multidão de curiosos  cercava  o referido caminhão, cada um mais sábio que o outro,  pois cada um dizia sua opinião o que seria  aquela  máquina. 
Tivemos  sorte não ter sido uma bomba, pois o praiano que o achou  o queria 
desmontar e meteu a foice e o machado, onde fez acelerar os instrumentos internos com um zumbido  estranho aos ouvidos dos que ignoravam a presença de uma tecnologia desconhecida.  Enfim ao ser  levada que soubemos a Salvador, poucos se interessaram em saber do que se tratava,  se pertencia a  algum Instituto de Pesquisa Oceanográfica,  Mundial ou da Própria Marinha de Guerra, ou mesmo de  outras nações.  E ficou o dito pelo não dito. 
 
 

Água Potável  antes  do SAAE, vinha de Jegue !! 

Jegue com quatro barris de 20 a 30 litros de água potável.

 E lá vinha  Sr. João conhecido também como Paisinho, era o mais popular de todos com sua inigualável alegria humilde e honesto Sr. João chegava  gritando, "Olha a Água" em três Jeguinhos, cada um com um chocalho no pescoço, onde cada aguadeiro tinha um som diferente, e  já conhecidos da criançada, e o Sr. João  gritava " Olha o coice menino ! " . Como o Sr. João tinha vários aguadeiros como eram conhecidos, os que colocavam água boas  e ruins. Boas que vinha da nascente Biquinha, onde havia uma das entradas do sítio do meu avô  "Zé
Gabiru"  água corrente, cheia de girinos, atualmente é uma Rua. Outros locais de água potável, o Riacho do Qui,  e da Fazenda Cachorro  no final do Bairro Bonfim, onde depois descobrindo seu valor formou-se um verdadeiro comboio de Carroças com tanques de água vendendo por lata  na cidade. 

1-Chocalho - Pequeno Sino(Sineta)  feito artesanalmente pelos antigos Ferreiros, de uma mistura metálica com bronze e cobre, ou mesmo aproveitando pedaço de bronze, com um pequeno badalo no centro. Ding Dong e outros sons característicos. 
 

O Jegue e a Carroça de Burro aposentados !! 

"Ah Tadinho o dia em que o jegue foi levantado pela carroça, mas que maneira besta de descansar! pois é de tanto carregar peso da carroça anos a fio, ta na hora da carroça carregar o jegue. Gulp!"

"Menino vá falar com  Seu José da Carroça que quero  areia lavada pra eu colocar um cimento no quintal"  e lá se ia o Moleque lá falar com o Sr. José . (Aliás para quem não sabe o nordeste sempre andou a frente do Brasil,
não por estar situado a poucos quilômetros dos Estados Unidos, mas que a tecnologia já funcionava sem bateria de lítio falamos do " MolequeLá" ) Bem voltando ao assunto a areia lavada ela era retirada de forma desordenada , sem fiscalização  de nossos rios  e  diversos mananciais.  Os mais antigos, mesmo sem terem nenhuma noção de ecologia, sempre falava  "A natureza dá, se o homem tira e não coloca ela morre, já vi muito rio secar por ai assim , o cabra foi tirando, tirando  ai né as árvores iam (*1) tombano  para dentro do Rio  e de repente o rio ia se estreitando e no lugar que a gente nadava  ou passava com o cavalo com água no pescoço hoje a gente molha somente as (*2) canelas. A prefeitura também utilizáva-se de carroça de burro para coleta de lixo, limpeza de Parques  e Jardins. 
Espere aí ô cara, quem foi o gajo que colocou muita carga para o jeguinho ?Mas que maldade.

* 1 Tombano -  (= a tombando) Erro de pronuncia em quase toda a região 
* 2 Canelas   -  (= a Panturrilhas - Pernas) Termo muito usado na região 
 
 

Saudade do Canto  das Rodas da Carroça de Bois ! 

"Ê ê ê  boiiii  !  Boi Cilindro ! Ia ! Ia ! Vai pra lá Boi !  OH oh..." O Chamador com  um pequeno berrante à frente da primeira parelha de bois robustos,  cada um tinha um nome, Boi Cilindro e Janjão as outras também tinha, mas o menino de Calças Curtas hoje  (Bermudas) camisa aberta a frente, chapéu de couro de aba pequena,  as vezes descalços e levando consigo uma vara lenheira ( de pau d'arco ou pau ferro) com um ferrão na ponta, guiava a carroça , lá atrás  montado na prancha da Carroça, que na sua maioria tinha formatos diferentes, algumas pranchas eram de feitas com madeiras  com espessuras de uma polegada e meia, outras eram de cipós trançados,  que podia também servir de anteparos para não cair o que estava transportando  Manga , Côco ou outro produto agrícola. 
Havia um pequeno vasilhame que poderia ser um chifre de boi, ou mesmo uma lata onde transportavam graxa ou gordura de boi ou porco para lubrificar a Bucha de Ferro no centro da gigantes rodas de madeiras  presas por enormes  aros de ferro, manufaturados pelo simples ferreiro. Hora quando a graxa ou gordura ia acabando devido ao enorme atrito nas rodas,  a viagem era interrompida para uma aguinha e graxa nas buchas, caso contrário o canto  era ouvido bem longe,  parecia o gemido de uma Hiena, "HiiiiiiiiiirrrrrHiiiiiiiiiii" não sei se deu
para  traduzir o ruído mas considere por favor. O Condutor que ia na prancha da Carroça levava consigo uma outra vara com ferrão, alem das correias guias e freios dos bois, esta vara tinha  um tamanho, dependendo  a quantidade parelhas,  que a carroça tinha. 
 
 

O Buraco do Arão !! 

O Buraco do Arão  uma  opção de alcançar o Bairro Bonfim ( pela antiga Rua da Usina  na ocasião não tinha a BR 101 ) a ponte que liga a Rua da Usina e hoje a BR 101 com a Fábrica Senhor o Bonfim,  servia também de travessia de alguns pedestres mais afoito, pois criança era muito perigoso passar na ponte, pois não havia corrimões  e ainda por cima somente as tábuas muitas das vezes soltas, por onde passavam  os veículos que iam para a fábrica.  Do lado esquerdo da ponte foi feita uma passagem ao lado do muro da Fábrica, tendo inclusive um trecho que era na curva (Quina do muro) que tinha um passadiço de madeira com um corrimão muito fraquinho . Se pelo dia era perigoso, imagine a noite com a iluminação precária e sujeito a cobras da antiga vegetação frondosa que
margeava o Rio Piauitinga. 
Contam que um tarado muito famoso na década de 40 a 50  Fulano de tal da  Chico da Madeira, fazia ponto ali, isto é escolhia suas vítimas não deixando escapar até suas próprias filhas. 
 
 

O Túnel que não era Túnel 

 No Bairro Santa Cruz  ladeando a antiga leiteria da casa do proprietário da Fábrica Santa Cruz, havia uma rua onde ia dar  em uma espécie de uma passagem  para o Rio Piauitinga, esta passagem fora construída  quando foi
feita a complementação da BR 101,  no trecho que liga Esplanada no estado da Bahia indo até a cidade de Propriá. Não no sentido de fazer dali um passagem, mas sim é uma manilha de aço com 3 ou 4 metros de diâmetro, que serve par escoamento de águas pluviais. Sua localização atual é fácil de achar fica a direita da Estação Rodoviária de Estância. 
 

O Primeiro Museu de Estância dura poucos Meses 

Surgiu na década de 60 para 70, foi primeiro em uma  casa vizinha a Barbearia do Dedé Sobrinha depois expôs na Rua Duque de Caxias, esquina com o Antigo Banco Mercantil Sergipense. Aito seu idealizador tinha em seu poder espadas antigas, por ele adquirida de Oficiais que lutaram na Guerra do Paraguai  contra Rosas  e   na Guerra dos Canudos contra Antonio Conselheiro. Havia um Arcabús sem a coronha, algumas garruchas, bolas de bronze e cobre ocas recheadas de enxofre que eram usadas como bala de canhões, espelhos de metal
(estanho polido) algumas bandejas de prata, e diversos fósseis de lagartos e peixes e um tremendo osso que ele dizia ser de Baleia. 
 

Filho de Estanciano imita Souza Filho 

Ailton Maurício Reis, carioca de nascimento, porém filho de Estancianos,  foi um dos primeiros com sangue da
terrinha a fazer o mesmo que o lendário Souza Filho fez quando surgiu em Estância, pedalando em sua bicicleta durante Trinta e seis horas, em volta do Palanque Municipal ( Coreto) situado na Praça Barão do Rio Branco. 
 
 

O Homem de Aço 

Era 1965 , Cláudius era esse seu nome com seus um metro e 63 de altura cerca de 70 Kilos, de cor clara e cabelos escorridos, meio louro, era assim o Cláudius o Homem de Aço, denominação artística que gostava que fosse chamado. Hospedado no Hotel de D. Margarida, (Hotel Dom Bosco), ele realizou dois ou tres espetáculos de força no Campo do Estanciano, na  Praça do Amparo e em frente a Igreja Matriz. Como eram seus feitos : O primeiro, era ficar deitado de decúbito dorsal  braços entrelaçados onde era colocado um pedaço de granito
(Meio Fio, de Granito  com cerca de 20 cm de altura e 80 a 90 cm de comprimento, pesando cerca de 60 a 80 quilos,) depois uma pessoa do local de posse de uma marreta de dez quilos a golpes fortes, quebrava o granito no
seu peito., depois,  dois  Jipes  eram posicionados um de ré para o outro, onde eram amarrados dois cabos de aço no fundo de cada Jipe e nas extremidades ficavam um par de argolas de aço revestidas de borracha e lona.
Cláudius se posicionava entre um e outro colocava as argolas na base do cotovelo e solicitava  que os motoristas passassem a primeira marcha e devagar fossem acelerando para sair do lugar, e as rodas traseiras, levantavam
terra e muita poeira, sem entretanto os Jipes se moverem. Rasgava pratos de ágata, cortava tampinhas de
garrafa de cerveja. E com isso ela conseguia ganhar a vida 
 

GAFES EM TEMPO DE  ELEIÇÃO.  CURIOSIDADES 
Um certo candidato a vereador da cidade Estância fazendo um comício na Praia do Saco (BOA VIAGEM) . 
Em cima de um caminhão no povoado de Boa Viagem, mais conhecido como Saco, e não muito longe do caminhão

havia um motor com Gerador para fornecer energia suficiente para o aparelho de Som  e iluminação da Praça. 
Discurso para lá e para cá, todo ano prometendo levar energia elétrica aquele longínquo lugar, um vereador empolgado e tomado de vocabulário que para entender teria que distribuir primeiro dicionários para o povo, em um dado momento largou esta..... "POVO  SACANA" interpelado pelo correligionário, que disse excelência.... 
que é isso ?.... ele se toca, engole seco e volta ao inflamado discurso, Sacana sim aqueles que não acreditam no que estou dizendo, sou muito homem para prometer a Plantação de Postes para a passagem da Luz Elétrica... 
um Bêbado aplaude e diz...( Muito Bem....Já ganhou.... Agora quero ver como é que vão plantar poste para dar luz Gulp). 

- Em outro Comício, um outro Candidato acostumado a falar na VOZ DA ESTÂNCIA, (Serviço de Auto Falante, sediado no comitê do Partido Trabalhista Brasileiro atual Foro, na Rua Gumercindo Bessa) em alta voz promete 
defender a classe operária a qual pertencia,  por isso que morro pelo meu partido e tudo que prometo farei, nem que para isso, "EU SUBA NO MONTE DE MONTEVIDÉU E ME ATIRE DE CABEÇA PRA BAIXO" 

Candidato a Deputado Estadual, do antigo PR, em um discurso em frente a casa de Pedro Siqueira, no Largo João Pessoa. - (Povo da Estança, tô sabeno que dentre voceis, que tão ai no meio desta multidão, tem um tal sujeito, querendo me matar. Pois eu digo, arrespeite as famias que tão presente neste palanque, "e puxando um 38 oitão com cano longo parecido com o do  Shariff Watt Earp aponta para cima e diz, sô mucho macho para ficar oio por oio cum esse sujeito agora vou descer daqui, e vou pra aquela ruinha ali meia escura, se quiser me matar
experimente e vá la.) Dizendo isto ele descia e ia para a rua, mas ninguém nunca matou o Candidato. 
 
 

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