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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE
ESTÂNCIA
JARDIM DE SERGIPE DEL REI
Procure a côr que deseja para visualizar melhor
Por: Francisco de Assis O.
da Cruz
ACONTECIMENTOS - CURIOSIDADES - QUE MARCARAM
ÉPOCA

Aconteceu ainda no Império - 1813
Os impostos até a década de 60 por ai eram
recolhidos pelos comerciantes ou mesmo pessoas "físicas" através
de suas transações onde era muito utilizado as famosas Notas Promissórias,
duplicatas, Letras, etc e etc. Pois é a taxação de acordo com o montante em
Contos de Réis moeda circulante valia um selo tanto que muitos documentos havia
diversos selos. A solicitação de baixar juros, pedir isenção no sentido de
estimular a produção, também ficou registrado em Estância. Foi o Senhor
José Antonio de Oliveira Guimarães como representante dos moradores da
povoação da Estância do Rio Real, pediu a "graça de não pagarem ao
seleiro da Bahia, contribuição pelos gêneros exportados para o Rio de Janeiro
e outras capitanias."

BARÃO DE ESTÂNCIA

1822
Filho
do Barão de Itaporanga, Antonio Dias Coelho de Mello
O barão de ESTÂNCIA foi
Antonio Dias Coelho de Mello,natural da Província
de Sergipe.Foi fazendeiro;Deputado Geral na 13ª legislatura de 1867 a 1870,na
17ª e 18ª de 1878 a 1884 e Senador em 1885,tudo por sua Província
natal.Possuiu as Imperiais Ordens de Cristo e da Rosa. Agradecemos a
colaboração de Ezequiel que nos enviou por e-mail mas não identificamos seu
endereço o Ezequiel usou um software que não identifica o e-mail. Por favor
Ezequiel se você nos visitar e ver esta mensagem, envie-nos a fonte onde você conseguiu o artigo e foto ok?
Mas que História
é essa ? Lampião em Estância ?
Estância invadida por Virgulino Ferreira Lampião ? A torre
da então Igreja Matriz N. Sa, de Guadalupe, serviu
de vigília durante algum tempo que o terror tomou conta da cidade.
Diversas barricadas foram armadas, rações e comida e
água armazenadas e bastante pólvora estocada e
munições diversas. O cansaço tomava conta de todos,
olhos inchados com aquelas olheiras enormes os frustrados preparativos heróicos, iam se desfazendo aos
poucos. Caixa de Frosco, (Fósforo) ,
Maria Bonita e o próprio Capitão Virgulino Ferreira.
Onde estará o temível Capitão Virgulino,
??? muitas noites sem dormir, um susto ali, outro aqui, enfim
a paz..... era um falso alarme ou Lampião resolveu tomar
outro rumo ? talvez Carrapicho perto de Propriá
sei lá, só sabemos que em Estância não esteve.
ou esteve? No sertão sim mas aqui?
A Cólera Mata
centenas em Estância
Centenas de corpos hoje descansam onde foi o Estádio do Esporte
Clube Bonfim (Estádio José Pequeno) atual Industria de beneficiamento de Tecidos a oeste do
Bairro Bonfim, perto da rodovia que liga até a propriedade Balduino.
OS PRIMEIROS CARROS QUERO DIZER AUTOMÓVEIS
Dizem que Estância foi surpreendida com
a chegada do primeiro carro movido a motor de explosão.
Um espanto... de repente aquele peculiar silêncio
da cidade, vez ou outra interrompida por um tropel de cavalos,
do cantar das rodas do carro de boi, das charretes,
foi quebrada com um barulho por enquanto estranho. Todos
correram as portas e janelas para ver o que
estava acontecendo além de diversas pessoas na sua maioria
crianças correndo e fazendo algazarras atrais
do pequeno caminhão Ford, do tamanho de uma caminhonete
de
hoje.
O Choufier de boné inglês,
óculos ray-ban e luvas, acenava para aquela calorosa recepção.
O Caixeiro viajante como era chamado antigamente,
finalmente havia abandonado os cansativos e trabalhosos
burros de cargas e cavalos além de
empregados que faziam parte do antigo comboio. Hoje ele exibia orgulhoso
um Ford com seu radiador fumegando e explodindo
chegando na cidade. Ao invés de capim água de riachos, ou
rios, além de alimentar outras bocas,
ele agora somente faria força se por acaso o pneu saísse do aro,
pois não havia câmara imaginemos um chocalho
pelas estradas esburacadas e na sua maioria feitas a mão, isto é
de enxadas, pás e picaretas. A
carga que trazia vendeu em uma rapidez impressionante. Agora restava arranjar
combustível para retornar. Era quase
duas horas da manhã quando deixou o hotel para ir embora, pois teria
que
chegar a Aracaju ainda pela manhã onde
iria receber mais mercadorias. "Sr. José falou o choufier, onde
posso
encontrar querosene para colocar em meu caminhão
? " ora o nosso humilde "matuto" tabaréu levou em uma bodega para perguntar pois não sabia
o que era. Bateu a porta o bodegueiro com um candeeiro fraco atendeu
"pois não" O senhor tem querosene para
eu colocar no meu caminhão ? Hum..... num tem não sinhô
mas eu acho
que meu vizinho tem.
E para lá se dirigiram Boa noite Sinhozinho
. Boa noite respondeu o outro bodegueiro. O senhor tem um tal de
querosene ? Tem sim senhor o Caixeiro entrou e o velho bodegueiro entrou para matar a curiosidade, quando viu
Seu Sinhozinho, pegar algumas latas de querosene,
jacaré o velho disse ochente .... esta peste eu tenho lá
em
casa.
Esta peste é Gáis.
(Gás -abreviatura de Gás Oil -
era chamado pelo gringos no nordeste e não por querosene)
Um Jegue acorda muita gente em um hotel em Estância.
E entra para a História o primeiro Jegue Artista
E Viva ! o Jegue !
Rom hi rom shirom
shirom shirom ( não é árabe não gente isto é
Jeguinglês isto é linguagem de jegue)
(Na crença Nordestina o Jegue é o Relógio
do Sertão)
Este fato pitoresco, fora narrado por vários anos pela velha guarda
de Estância. No final dos anos 40
para 50 tendo como palco o velho Hotel Estanciano,O Vitória
, que ficava em uma rua atrás da Igreja que liga até a Rua dos Ferreiros. Ora muito
bem um médico jovem recém-formado e vindo
da Bahia viera aqui para Estância, ora, o Dr.Paulo Lopes
Amaral, vez ou outra gostava de tomar algumas cervejas.
Naquela época a Energia Elétrica, era fornecida através
de duas Usinas geradoras, e costuma
desligar as 10 horas da Noite, depois desta hora quem
estava na Rua, ficava a mercê da escuridão, fachos de lanternas as vezes cortava a escuridão
da noite, um Candeeiro, uma lamparina
de Carbureto, e velas a mais popular invenção.
Em uma noite destas e era noite de lua cheia,
vinha para o hotel o Dr.Paulo e alguns amigos hóspedes,
quando avistaram na Praça do Barão Rio Branco, um jegue pastando a noite e tiveram
uma brilhante idéia, Não tem um
quarto vago perto do nosso ? É tem... e então
! vamos levar o jegue para o Hotel ? vamos..
respondeu o companheiro. E os dois perseguiram o mesmo até
a Rua Domingos Gordo, próximo ao hotel. E agora ? pergunta um companheiro
para o outro. Como vamos
fazer ? não tem cabresto e não temos corda para amarra-lo
como vamos prende-lo ? PLIN !!..
Eureka ... grande Idéia. o Dr. Paulo tirou o cinturão
(cinto) amarrou no pescoço do bicho e para lá foram.
Além da entrada principal do Hotel, que dava para a Rua Domingos
Gordo, onde tinha um estacionamento jardim, tinha também outra entrada
que tinha meia porta. Isto é a porta com duas metades, a de baixo e a de cima muito usada nesta região.
E lá se foram.... pocotó,,ocotó.. o casco do bicho fazendo barulho no corredor de tijolos
do Hotel e como a chave de um quarto cabia
nos demais, abriram o quarto vizinho e empurraram o bicho lá
para dentro e trancaram a porta.
Durante a madrugada vez ou outra o silencio era quebrado pelo pocotó... percuto... das patas batendo no chão .
Meu amigo ..... ao surgir os primeiros raios do sol,
que trespassava as frestas do telhado anunciando o raiar do Dia... nosso
ilustre amigo quadrúpede
Runch Runch RRRRROMMMMM
SIMMMMMM RRROMMM RINCH RINCH RINGH.......
(tradução segundo Luiz Gonzaga... Seu menino..... comi seu
meu milho, comi seu milho, comi seu
milho e como. e como, e como, e como...)
Precisa contar o Resto ? Precisa contar o alvoroço que causou,
e Quem foi ? quem foi que trouxe o
jegue aqui para dentro ? Cadê o Vigia,
e o Vigia "num sei não sinhô" Depois de algum tempo
o Senhor Odilon gerente, ficou sabendo quem trouxe o jegue....
o Dr.Paulo.
Achei esta passagem interessante e estamos repassando para vocês.
Agosto de 1954 Morte de Getúlio Vargas
Naquele dia após ser noticiado pelo Repórter Esso na Rádio
Nacional, do possível suicídio do
Senhor Presidente da Republica, Getúlio Vargas, desencadeou desentendimento
político também
no interior do Estado, principalmente na cidade de Estância, onde
o PTB lideradas pelo então
deputado, Francisco de Araújo Macedo (Nozinho Macedo)
e do PR lideradas pelo Senador da
República Júlio César Leite e ainda
tínhamos a UDN e o PSD.
Com a notícia da morte do líder e fundador do Partido
Trabalhista Brasileiro, houve um pequeno
incidente entre militantes rivais ao partido, resultando
em uma morte e alguns feridos. Aliás todo
país estava fervendo pela morte do Líder Trabalhista.
A Bahia teve a Marta Rocha, e
Estância Sergipe teve
Maria Helena Silva, segundo
Lugar MISS BRASIL.
(competiu com Marta Rocha)

Chegamos perto Segundo lugar no Brasil, por alguns milésimos de
centímetros. Maria Helena Silva, filha do então comerciante, Domingos Silva, irmã de Magna,
Fernando Silva, Rosa, amigos da família. Convém
dizer que sempre tive bom gosto, pois na época que a Maria Helena
foi segundo lugar MISS BRASIL
ao lado de Marta Rocha, sempre achava a Maria Helena muito bonita, tinha eu
meus cinco anos por ai, e
não foi atoa que ganhei uma foto autografada da mesma que por longos
anos ficou na minha galeria,
até que um certo dia, uma das minhas centenas
de namoradas que tive, achou de entrar em meu quarto tirar a foto do quadro
e rasgar em pedacinhos, senão estaria expondo para vocês a foto de Maria Helena, mulher
bonita que abalou o júri onde a disputa foi resolvida, pelos danados
centímetros, e ai a Marta Rocha foi ao trono. Mas para quem conheceu a bela mulher estanciana sabe
enaltecer os nossos valores. Há
poucos dias minha filha Francesleide foi a uma festa em Aracaju e lá foi
apresentada a Maria Helena. E a admiração foi total, deixando escapar
verbalmente é meu pai tem razão a senhora é muito bonita.
Tenente Eloy e seu
irmão Carlinhos

Anos 50 para 60 Tenente Eloi era piloto da gloriosa
FAB, Força Aérea Brasileira e toda vez que
chegava Estância, dava um show aéreo para todos
com seus mergulhos, rasantes, estolando a
belonave e caindo em parafuso depois picava para estabilizar
o avião, fazia trezentos e sessenta,
percas com compensações enfim mostrava sua perícia,
mesmo pilotando um avião caça de asa
Baixa com motor de 18 cilindros, e com velocidade que alcançava
550 km por hora em mergulho de ataque (picar). Avião de fabricação americana foi muito usado
na II Grande Guerra onde seu esquadrão
ficou marcado como Senta Pua, o Tander Boalt o famoso
T6 era para nos que fomos testemunhas um avião espetacular. Um dia entretanto Eloy fora
traído ao final da tarde, neste dia
havia insistido com o irmão Carlinhos em irem dar algumas
piruetas.
Recordo-me do feito pois era apaixonado pela aviação
naquela época deveria ter meus cinco ou
seis anos de idade, e ficava super admirado, correndo para
dentro de casa para ir até o quintal
para não perder os melhores momentos, depois vinha correndo em louca
disparada por dentro de
casa até a Praça da Bandeira, onde residíamos
também para ver o T6 arremeter até entrar em
velocidade de Stool, cortava o motor de 18 cilindros,
e depois caia em parafuso uma, duas, três
vezes isto acima 6 mil a 8 mil pés de altura arrancando de
todos aquele 'OH!!" de admiração.
T6 -Caça Bombardeio na hora da
partida, acionando o magneto
Foto, desenho, cedido pelo amigo Nelson por
e-mail.
(T6 Armado com 4 metralhadoras bombas e um
tanque auxiliar sob a fuselagem)
Vemos nesta foto o famoso emblema dos
Bravos da II Guerra,
Senta a Púa
Ligava o magneto o motor ligava, picava e lá se ia
novamente, fazendo o feito uma duas três
vezes. Uau ! era o máximo.
Entre as duas torres da Matriz Eloy inclinava 45 graus e dava
a impressão de passar entre as
duas torres em uma rasante espetacular toda vez que ia em Estância sempre fazia este feito, este
dia era outro dia uma tarde belíssima durante o ocaso,
já de volta ao Aeródromo, na localidade
onde é hoje a Embrapa, lembro-me pois o funcionário
Rodolfo, guardava com carinho e pesar um pedaço de sua fuselagem e algumas peças da cabine
do T6 pois foi ali perto da Cabeça o Boi ao
anoitecer o Tenente Eloy fazendo aproximação
pela perna do vento, ou seja na traves, não viu o cabo de Alta tensão que passava naquela formação
geológica, entre a sede do Sítio do Sr. Chico
de Jacinto até a Serraria da Cabeça do
boi, ao baixar o trem de pouso, e com velocidade
reduzida, com os flaps baixados para aumentar o arrasto e dar
maior sustentação a belonave, ficou
enroscado nos cabos, dando uma espécie de mergulho de nariz
no solo pátrio de sua terra natal.
O manche em forma de alavanca ( Na gíria de pilotos Pau nas coxas)
isto é entre uma perna e outra, ajudou a ceifar as vidas daqueles jovens, segundo testemunhas
que ao local acudiram.
A Belonave ficou totalmente destroçada tão rapidamente;
a notícia se espalhou, pois tinha-se o
costume de fazer uma espécie de uma carreada quando o avião
se dirigia ao Campo de Aviação, onde muitos corriam para tirar fotos, outros para ver de perto um
avião de Guerra, mas neste dia a
cidade que minutos atrás assistia tudo maravilhada,
sendo alvo de comentários e críticas agora
silenciava triste e com lágrimas.
Eu e meu pai como também quase toda Estância compareceu ao
sepultamento. E foi assim que um dos meus Heróis da minha infância se foi. Seu
Jazigo Perpétuo localizasse do lado esquerdo de quem entra no Cemitério N. Sa. da Piedade.
Tenente Hamilton
Estância não fora esquecido pelos ases do Espaço,
o Tenente Hamilton, que casou com uma das
filhas do Senhor "José de Coleta", também
fora um ás do Espaço e nos fez recordar muito o caso
fatal do Tenente Eloy, também fazia exibições aéreas.
Primeiras Televisões de
Estância
Em 1961 mês de julho para agosto em uma das
milhares noites frias e úmidas que Estância nos
oferece nesta parte do ano, ao passar pelo Pernambuquinho
(Rua Duque de Caxias) em direção de casa deparei com
algumas
dezenas de pessoas a olhar para uma casa,
isto é o fundo da casa do Sr. Machado funcionário do Banco
do
Brasil, que residia a Praça 24 de Outubro
cujo fundo ia dar no Pernambuquinho. Nesta pequena casa havia duas
janelas onde o Sr. Machado funcionava a sua
estação de rádio PY cujo hobby, era a coqueluche naquela
época
em Estância, era macanuto, pra cá
Py para lá SQL, TKS, Alfa Beta Victor X-Ray, Hotel, Zulu etc. Bom
nesta
noite não estava falando com nenhum
gringo, havia uma nova antena no final de um Caibro em cima da casinha
e
também algumas pessoas segurando para
cá e para lá para sintonizar bem e a pequena multidão
em coro,
ta
ficando bom, ta bom, ta ruim,
ao me aproximar vi uma televisão preto e Branco toda chuviscada,
porém com som
audível e imagem ruim. E os
comentários mas hoje está boa, que nada, ontem estava melhor,
era um jogo de
futebol, e alguém gritava olha o Garrincha,
gol do Botafogo. Em resumo para época um espetáculo ninguém via
praticamente nada somente a imaginação
trabalhava como píxel em suas mentes e formava imagens variadas.
No outro dia a caravana se dirigiu até
a vizinha praia do Mangue Seco na Bahia onde foram testar a imagem com
baterias, geradores e muita curiosidade.
E formava-se um pequeno grupo de entusiastas
pensando como trazer para a Estância uma repetidora como a
que tinha em Aracaju.
Roubo de Fuzis gerou verdadeiro Alvoroço
na cidade
Tiro de Guerra antigo 140 era no Pernambuquinho, (Rua Duque
de Caxias) Sargento Meira
encarregado João. A sede fora arrombada por ladrões
que levaram cerca de dez fuzis, modelo
mauser 1908 com pouca munição o azar dos ladrões,
que não contavam com a experiência do Vigilante Estanciano, o Guarda da Prefeitura, que com sua experiência
passada efetuou a prisão
seguida de morte de um dos integrantes. Falamos do Sr. Salvador de
Nhãn como era conhecido
Salvador de Nhãn
Vigilante, Guarda
Municipal, Herói ou Vilão ?
Opiniões diversas corria de boca em boca. O Senhor Salvador de Nhãn
nos livrou de alguns bandidos, matou alguns para não morrer, o desconhecido
reagiu era ele ou o vagabundo?
preferimos que seja o vagabundo. Um serviço prestado a toda
cidade de Estância, pós regime militar, que na época contava com um contingente de oito
a 13 policiais para uma cidade na época de 32 mil habitantes, onde com um Jeep atendia do Bairro Cachoeira
, Cabeça do Boi, Botequim e Bairro Bonfim. e tinha dias que não tinha Jeep o atendimento
era feito a pé. O Vigilante diuturno, lá estava atento investigando, conhecia todos em Estância e os protegia. E expulsava os vagabundos da cidade.
Tempos de paz.
Os serviços prestados pelo cidadão conhecido na alcunha como
Salvador de Nhãn, a população de Estância, não tem preço que pague. Pois fazia papel e policial
aliás bom policial. Nossas Homenagens Póstumas ao Senhor Salvador de Nhãn. Herói
de Estância.
O desaparecimento do Sr. Clemente
Freitas e seu Salvamento
Década de 70
Na junção dos Rios Piauí com o Real, tendo
de um lado o Famoso povoado Mangue Seco como é conhecido em todo território nacional, pertencente ao Município
de Jandaira no vizinho Estado da Bahia, e do outro a famosa praia do Saco.
O Barco do Senhor Clemente vira após bater em um banco de areia
na famosa "Croa" ou
"Coroa",
Passou cerca de 11 horas a deriva embaixo de sua lancha e olha que
o Jovem de 70 primaveras,
velho lobo do mar, não se deu por vencido mesmo depois de ter problemas
do coração lá estava
sorridente, dizendo não foi desta vez que me mudei para o
andar de cima.
Sr. Clemente Freitas, trabalhava na Companhia Sul Sergipana de Eletricidade
a Sulgipe, sua procedência era do sul do País, tinha Hobbie muito interessante,
Cinegrafista, e Fotógrafo não sabemos onde está o seu acervo que deveria merecer muita
atenção pois deve ter imagens espetaculares, de Estância, sua vida, seu povo locais
que visitou Mangue Seco, Pontal, Praia do Crasto, imagens colhidas da Torre da Igreja do Crasto que de
lá você divisa as areias brancas do Mangue Seco já no Estado da Bahia.
Instrumento Bélico, ou Equipamento de
Pesquisa Náutica ???
Seu menino será que isto é um "Toipedo" arre !....
Instrumento achado nas Costas do Atlântico na Praia do Saco,
com altura relativa a dois metros e altura, com 60 cm de diâmetro, parecia com um torpedo, mas tinha
aparência de um mini submarino
pois na parte do meio, havia dois aerofólios móveis
e na parte traseira, além da proteção da hélice havia mais dois aerofólios, como se fosse mesmo um mini submarino,
teleguiado na parte externa havia uma antena onde possivelmente recebia informações
de uma possível base de experiência civil, cientifica ou militar. O imediato Olimpio da Capitania dos
portos, insistia em dizer que era um torpedo, porém mesmo os modelos lançados de avião,
não era parecido mesmo. Entretanto
naqueles dias vivíamos os primeiros anos da revolução
de 64 e fora entregue aos militares. O instrumento foi posto e amarrado em um caminhão o qual
ficou exposto no Largo João Pessoa, na
Rua Capitão Salomão, em frente a casa do
atual Prefeito Pedro Barreto Siqueira. onde uma
verdadeira multidão de curiosos cercava o referido
caminhão, cada um mais sábio que o outro,
pois cada um dizia sua opinião o que seria aquela máquina.
Tivemos sorte não ter sido uma bomba, pois o praiano que o
achou o queria
desmontar e meteu a foice e o machado, onde fez acelerar os instrumentos
internos com um zumbido
estranho aos ouvidos dos que ignoravam a presença de uma tecnologia
desconhecida. Enfim ao ser
levada que soubemos a Salvador, poucos se interessaram em saber do que
se tratava, se pertencia a algum Instituto de Pesquisa Oceanográfica, Mundial
ou da Própria Marinha de Guerra, ou mesmo de outras nações. E ficou o dito pelo não
dito.
Água Potável antes
do SAAE, vinha de Jegue !!
E lá vinha Sr. João
conhecido também como Paisinho, era o mais popular de todos com
sua inigualável alegria humilde e honesto Sr. João chegava
gritando, "Olha a Água" em três Jeguinhos, cada um com um
chocalho no pescoço, onde cada aguadeiro tinha
um som diferente, e já conhecidos da criançada, e o
Sr. João gritava " Olha
o coice menino ! " . Como o Sr. João
tinha vários aguadeiros como eram conhecidos, os que colocavam água
boas e ruins. Boas que vinha da nascente
Biquinha, onde havia uma das entradas do sítio do meu avô
"Zé
Gabiru" água corrente, cheia
de girinos, atualmente é uma Rua. Outros locais de água potável,
o Riacho do
Qui, e da Fazenda Cachorro no
final do Bairro Bonfim, onde depois descobrindo seu valor formou-se um
verdadeiro comboio de Carroças com
tanques de água vendendo por lata na cidade.
1-Chocalho - Pequeno Sino(Sineta) feito
artesanalmente pelos antigos Ferreiros, de uma mistura metálica
com
bronze e cobre, ou mesmo aproveitando pedaço
de bronze, com um pequeno badalo no centro. Ding Dong e
outros sons característicos.
O Jegue e a Carroça de Burro aposentados
!!
"Ah Tadinho o dia em que o jegue foi levantado pela carroça, mas que
maneira besta de descansar! pois é de tanto carregar peso da carroça anos a
fio, ta na hora da carroça carregar o jegue. Gulp!"
"Menino vá falar com Seu José
da Carroça que quero areia lavada pra eu colocar um cimento
no quintal" e lá
se ia o Moleque lá falar com o Sr.
José . (Aliás para quem não sabe o nordeste sempre
andou a frente do Brasil,
não por estar situado a poucos quilômetros
dos Estados Unidos, mas que a tecnologia já funcionava sem bateria
de lítio falamos do " MolequeLá" )
Bem voltando ao assunto a areia lavada ela era retirada de forma
desordenada , sem fiscalização
de nossos rios e diversos mananciais. Os mais antigos,
mesmo sem terem
nenhuma noção de ecologia, sempre
falava "A natureza dá, se o homem tira e não coloca
ela morre, já vi muito
rio secar por ai assim , o cabra foi tirando,
tirando ai né as árvores iam (*1) tombano para
dentro do Rio e de
repente o rio ia se estreitando e no lugar
que a gente nadava ou passava com o cavalo com água no pescoço
hoje
a gente molha somente as (*2) canelas. A prefeitura
também utilizáva-se de carroça de burro para coleta de lixo,
limpeza de Parques e Jardins.
Espere aí ô cara, quem foi o gajo que colocou muita carga
para o jeguinho ?Mas que maldade.
* 1 Tombano - (= a tombando) Erro de
pronuncia em quase toda a região
* 2 Canelas - (= a Panturrilhas
- Pernas) Termo muito usado na região
Saudade do Canto das Rodas da Carroça
de Bois !
"Ê ê ê boiiii
! Boi Cilindro ! Ia ! Ia ! Vai pra lá Boi ! OH oh..."
O Chamador com um pequeno berrante à frente
da primeira parelha de bois robustos,
cada um tinha um nome, Boi Cilindro e Janjão as outras também
tinha,
mas o menino de Calças Curtas hoje
(Bermudas) camisa aberta a frente, chapéu de couro de aba pequena,
as
vezes descalços e levando consigo uma
vara lenheira ( de pau d'arco ou pau ferro) com um ferrão na ponta,
guiava a carroça , lá atrás
montado na prancha da Carroça, que na sua maioria tinha formatos
diferentes, algumas pranchas eram de feitas com madeiras
com espessuras de uma polegada e meia, outras eram de cipós trançados, que podia também
servir de anteparos para não cair o que estava transportando
Manga , Côco ou
outro produto agrícola.
Havia um pequeno vasilhame que poderia ser
um chifre de boi, ou mesmo uma lata onde transportavam graxa ou
gordura de boi ou porco para lubrificar
a Bucha de Ferro no centro da gigantes rodas de madeiras presas por
enormes aros de ferro, manufaturados
pelo simples ferreiro. Hora quando a graxa ou gordura ia acabando
devido ao enorme atrito nas rodas, a
viagem era interrompida para uma aguinha e graxa nas buchas, caso
contrário o canto era ouvido
bem longe, parecia o gemido de uma Hiena, "HiiiiiiiiiirrrrrHiiiiiiiiiii"
não sei se deu
para traduzir o ruído mas considere
por favor. O Condutor que ia na prancha da Carroça levava consigo
uma
outra vara com ferrão, alem das correias
guias e freios dos bois, esta vara tinha um tamanho, dependendo
a
quantidade parelhas, que a carroça
tinha.
O Buraco do Arão !!
O Buraco do Arão uma opção
de alcançar o Bairro Bonfim ( pela antiga Rua da Usina na
ocasião não tinha a
BR 101 ) a ponte que liga a Rua da Usina e
hoje a BR 101 com a Fábrica Senhor o Bonfim, servia também
de
travessia de alguns pedestres mais afoito,
pois criança era muito perigoso passar na ponte, pois não
havia
corrimões e ainda por cima somente
as tábuas muitas das vezes soltas, por onde passavam os veículos
que iam
para a fábrica.
Do lado esquerdo da ponte foi feita uma passagem
ao lado do muro da Fábrica, tendo inclusive um trecho que era
na curva (Quina do muro) que tinha um passadiço
de madeira com um corrimão muito fraquinho . Se pelo dia era
perigoso, imagine a noite com a iluminação
precária e sujeito a cobras da antiga vegetação frondosa
que
margeava o Rio Piauitinga.
Contam que um tarado muito famoso na década
de 40 a 50 Fulano de tal da Chico da Madeira, fazia ponto ali,
isto é escolhia suas vítimas
não deixando escapar até suas próprias filhas.
O Túnel que não era Túnel
No Bairro Santa Cruz ladeando a
antiga leiteria da casa do proprietário da Fábrica Santa
Cruz, havia uma rua
onde ia dar em uma espécie de
uma passagem para o Rio Piauitinga, esta passagem fora construída
quando foi
feita a complementação da BR
101, no trecho que liga Esplanada no estado da Bahia indo até
a cidade de
Propriá. Não no sentido de fazer
dali um passagem, mas sim é uma manilha de aço com 3 ou 4
metros de
diâmetro, que serve par escoamento de
águas pluviais. Sua localização atual é fácil
de achar fica a direita da
Estação Rodoviária de
Estância.
O Primeiro Museu de Estância dura poucos
Meses
Surgiu na década de 60 para 70, foi
primeiro em uma casa vizinha a Barbearia do Dedé Sobrinha
depois expôs
na Rua Duque de Caxias, esquina com o Antigo
Banco Mercantil Sergipense. Aito seu idealizador tinha em seu
poder espadas antigas, por ele adquirida de
Oficiais que lutaram na Guerra do Paraguai contra Rosas e
na
Guerra dos Canudos contra Antonio Conselheiro.
Havia um Arcabús sem a coronha, algumas garruchas, bolas
de bronze e cobre ocas recheadas de enxofre que eram usadas como bala de canhões, espelhos de metal
(estanho polido) algumas bandejas de prata,
e diversos fósseis de lagartos e peixes e um tremendo osso que ele
dizia ser de Baleia.
Filho de Estanciano imita Souza Filho
Ailton Maurício Reis, carioca de nascimento,
porém filho de Estancianos, foi um dos primeiros com sangue
da
terrinha a fazer o mesmo que o lendário
Souza Filho fez quando surgiu em Estância, pedalando em sua bicicleta
durante Trinta e seis horas, em volta do Palanque
Municipal ( Coreto) situado na Praça Barão do Rio Branco.
O Homem de Aço
Era 1965 , Cláudius era esse seu nome
com seus um metro e 63 de altura cerca de 70 Kilos, de cor clara e
cabelos escorridos, meio louro, era assim
o Cláudius o Homem de Aço, denominação artística
que gostava que
fosse chamado. Hospedado no Hotel de D. Margarida,
(Hotel Dom Bosco), ele realizou dois ou tres espetáculos
de força no Campo do Estanciano, na
Praça do Amparo e em frente a Igreja Matriz. Como eram seus feitos
: O
primeiro, era ficar deitado de decúbito dorsal
braços entrelaçados onde era colocado um pedaço de
granito
(Meio Fio, de Granito com cerca de 20
cm de altura e 80 a 90 cm de comprimento, pesando cerca de 60 a 80
quilos,) depois uma pessoa do local de posse
de uma marreta de dez quilos a golpes fortes, quebrava o granito no
seu peito., depois, dois Jipes
eram posicionados um de ré para o outro, onde eram amarrados dois
cabos de aço
no fundo de cada Jipe e nas extremidades ficavam
um par de argolas de aço revestidas de borracha e lona.
Cláudius se posicionava entre um e outro colocava
as argolas na base do cotovelo e solicitava que os motoristas
passassem a primeira marcha e devagar fossem acelerando
para sair do lugar, e as rodas traseiras, levantavam
terra e muita poeira, sem entretanto os Jipes
se moverem. Rasgava pratos de ágata, cortava tampinhas de
garrafa de cerveja. E com isso ela conseguia
ganhar a vida
GAFES EM TEMPO DE ELEIÇÃO.
CURIOSIDADES
Um certo candidato a vereador da cidade Estância
fazendo um comício na Praia do Saco (BOA VIAGEM) .
Em cima de um caminhão no povoado de
Boa Viagem, mais conhecido como Saco, e não muito longe do caminhão
havia um motor com Gerador para fornecer energia
suficiente para o aparelho de Som e iluminação da Praça.
Discurso para lá e para cá,
todo ano prometendo levar energia elétrica aquele longínquo lugar, um vereador
empolgado e tomado de vocabulário que
para entender teria que distribuir primeiro dicionários para o povo,
em
um dado momento largou esta..... "POVO
SACANA" interpelado pelo correligionário, que disse excelência....
que é isso ?.... ele se toca, engole
seco e volta ao inflamado discurso, Sacana sim aqueles que não acreditam
no
que estou dizendo, sou muito homem para prometer
a Plantação de Postes para a passagem da Luz Elétrica...
um Bêbado aplaude e diz...( Muito Bem....Já
ganhou.... Agora quero ver como é que vão plantar poste para
dar
luz Gulp).
- Em outro Comício, um outro Candidato
acostumado a falar na VOZ DA ESTÂNCIA, (Serviço de Auto Falante,
sediado no comitê do Partido Trabalhista
Brasileiro atual Foro, na Rua Gumercindo Bessa) em alta voz promete
defender a classe operária a qual pertencia,
por isso que morro pelo meu partido e tudo que prometo farei, nem
que para isso, "EU SUBA NO MONTE DE MONTEVIDÉU E ME ATIRE DE CABEÇA
PRA BAIXO"
Candidato a Deputado Estadual, do antigo PR,
em um discurso em frente a casa de Pedro Siqueira, no Largo
João Pessoa. - (Povo da Estança,
tô sabeno que dentre voceis, que tão ai no meio desta multidão,
tem um tal
sujeito, querendo me matar. Pois eu digo,
arrespeite as famias que tão presente neste palanque, "e puxando
um
38 oitão com cano longo parecido com
o do Shariff Watt Earp aponta para cima e diz, sô mucho macho
para ficar
oio por oio cum esse sujeito agora vou descer
daqui, e vou pra aquela ruinha ali meia escura, se quiser me matar
experimente e vá la.) Dizendo isto
ele descia e ia para a rua, mas ninguém nunca matou o Candidato.
Projeto Resgate da
História de Estância Jardim de Sergipe Del Rei
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Autorais 2001
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