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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE
ESTÂNCIA
JARDIM DE SERGIPE DEL REI
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Por: Francisco de Assis O.
da Cruz
ESTÂNCIA, ESTES TAMBÉM SÃO SEUS FILHOS
O porque do epígrafe
Muitos histórias são contadas com feitos de bravura, do
General tal que venceu esta ou aquela batalha, mas caramba respeitamos todos os grandes escritores , homens que deixaram
gravado em diversas línguas as principais passagens do seu pais, seu povo, mas se o remuniciador
não tivesse entregue a pólvora ao
artilheiro lhe garanto que o canhão nunca iria cuspir fogo,
todos seus grandes heróis nunca venceram nenhuma batalha sozinhos, sempre houve e haverá muitos que lá
tombaram derramando sangue, na certeza da incerteza para com sua família no amparo legal de seus filhos.
A exemplo neste pais são alguns dos
preclaros políticos que prometem tudo somente para enganar o
povo, e povo coloca este homem no poder e de lá nada fazem. Esquecem que para realmente legislar alguma
coisa, tem que apresentar um projeto para ser aprovado perante a câmara que acata ou não, e se acata
vai a estudo, na sua maioria tolhido de
interesses diversos, e muitas vezes nocivos a sociedade que desconhecendo.
Estes homens aqui reunidos em fragmentar lembranças, nada prometeram ou ocuparam cargos
políticos, mas faziam ou fazem parte da história cotidiana de Estância. Podemos até chamar
de os pequenos Heróis de Estância. Na maioria das batalhas somente aparece o nome do General, porém
poucos morreram no cumprimento do dever; quem realmente deu seu sangue ficou no anonimato, por este motivo
que Estância também seus generais e seus pequeninos que deram também o suor e sangue
pela sua terra contribuíram também pelo seu engrandecimento, concordam ?
Abel : Sapateiro
Tinha uma habilidade incrível alem de já ter jogado no Estanciano,
Abel fazia bola de couro e as consertava.
Américo
Comerciante, era dono do Magazine Brasil, a rua Capitão Salomão,
com produtos finos para presentes além da papelaria.
Arsênio
Vendedor de Leite (Leitaria do Sr. Barreto)
Inigualável assobio,, (fiu uiiii...."Ô leite comadre"
) e a gargalhada que tinha, figura inesquecível nas manhãs de Estância.
Sr. Brasilino Rocha
Político admirador de Plínio Salgado técnico em contabilidade, e antigo vendedor
seu escritório ficava também na Travessa Francisco Pires.
Cavalo Magro
Vendedor ambulante, tinha um apelido característico,
vendia muita "Manga da Praia Cana enfim tudo. Muito Trabalhador chegava junto com o sol pela manhã
e com sua simplicidade conseguia educar seus filhos seu linguajar era peculiar
meio gago.
Coló - Artesão
Alem de consertar guarda chuvas, Sr. Coló consertava tudo, panelas
ferro de
passar daqueles antigos, enfim tudo.
A molecada da época tinha até uma música que quando
cantavam o Sr. Coló ficava uma fera. Seria mais ou menos assim.
"Coló quebrou a perna
Eu também quebrei a minha,
Coló colou com cola
E eu com "bosta" de galinha...... "
Dedé Sombrinha
Assim era conhecido aquela figura simpática que fazia barbas
e cabelos de várias personalidades em Estância tendo como companheiro, o Venâncio. Sua Tenda
ou Atelier, tinha um quadro pintado por um artista da terra que servia como propaganda, muito bem caracterizado.
Em cima de um armário onde guardava suas navalhas Sollingen e máquinas de cortar cabelo,
havia um antigo rádio Capelinha. Nos fundos da barbearia, existia uma oficina de sapatos, na frente Nabor como era conhecido, engraxava
os sapatos dos fregueses. Os tradicionais fregueses serviam de repórter e lá naquele ambiente
descontraído, todos os assuntos da cidade eram ventilados abertamente. Aliás
antes da Rádio Relógio no Rio de Janeiro colocar no ar no Programa VOCÊ SABIA ? , em Estância, já
estava no ar ha anos. Você sabia que o Sr.
fulano, saiu com a Sra., ...... é......Não me diga !....Mas
seu menino..... é mesmo? Qua! Qua! Bem feito para ele. (Detalhe quase toda barbearia tinha sofás e cadeiras,
de espera, igualmente algumas farmácias da cidade Aliás, para que emissora de Rádio, se o noticiário
era muito melhor.)
Sr. Dida Alfaiate
Vizinho das tendas de Gileno e Passinho, também muito competente
profissional da tesoura.
Sr. Duda
Pedreiro competente residia atráz da Praça da Igrejinha
da Santa Cruz. Sujeito legal.
Sr. Dunga :
Ferreiro Tinha sua Tenda pertinho da rua da Rosa.
Tin ! Tim! Tin ! Tim! +/- assim o som do ferro na Bigorna
Aquele Fole enorme, tenazes de todo o tamanho e bigornas também,
um variedade de de ferramentas, para dobrar, fazer, formas de areia para ferro fundido,
mesas de madeira feita de tronco de árvores, tina enorme para esfriar
e dar têmpera ao aço ou ferro . Confeccionava Foice, de todos os modelos, estrovengas, martelos,
pés de cabra fazia também aro para rodas de Carroça de bois.
Indé
Tinha um pequena loja de secos e Molhados também instalada no predio do
antigo mercado Municipal. Vizinho ao Sr. Brasilino Era um Senhor com
estatura mediana um pouco gordo, onde mantinha uma pequena loja, não recordo os
produtos, pois quando o conheci, as prateleiras na sua maioria já estavam
vazias. Se limitava a vender uma caninha, o pessoal que vinha de longe guardava
volumes nas suas dependencias, pai de Neusa muito conhecida na cidade na
ocasião. João Sapateiro
Sua Loja e pequena industria, ficava instalada à Rua Capitão
Salomão a entrada existia Vitrinas onde expunha sapatos famosos e caros, além dos manufaturados pelo
próprio. Vendia para os pequenos Sapateiros couros, cromos, plásticos e apetrechos para consertos
e feitios de sapatos e correlatos.
Joca Sansão
Vendia querosene (Gás como é muito chamado no nordeste,
devido a influência americana ) Neinha ajudava também no quiosque. Havia também alguns
bonecos e produtos alimentícios.
Juca - Sineiro
Trabalhava na Igreja Matriz Nossa Senhora de Guadalupe, era o responsável de
badalar os sinos, em Festas chamadas para a missa, na Ave Maria, e
tocata fúnebre. Por ter problemas de saúde, talvez algo relacionado com PC ou
outra anomalia genética ele babava bastante e a " molecoreba" (moleques) o chamavam de Juca
Babão e ele corria atrás. (Este fato depois que li o Corcunda de Norte Drame, ligava
sempre o fato)
Laura Maria da Conceição
Foi minha madrinha de apresentação senhora distinta,
honesta, foi casada com o Sr. Agenor e residiam a Rua da Rosa. Ele era um grande pedreiro.
Otímia (do Caroço)
Década de 1950 a 1960 existia em Estância uma senhora, um pouco
magra com problemas no bócio, onde sua massa protuberante, era um tanto assustador, pois creio nunca se
encaminhou para fazer operação.
Vendia na feira, e vez ou outra, tomava umas e outras, depois não
conheço a historia toda, ela apareceu mendigando pobre mulher. Como sempre a molecada aproveitava o problema
dela e o apelidava de "Ótima do Caroço)"
Jacó - Sacristão,
Jacó o Sacristão, como era chamado, conheci Jacó por longo tempo pois
ele estava sempre présente ali na Igreja, ajudando a todos principalmente na celebração
da Santa Missa, acendia as velas dos candelabros do altar, e apagava no final da missa, fechava
a grande bancada para a comunhão.
Laurentino Vitor Modesto
Quando o conheci, era sócio de João Batista, um negociante
Gordo, que tinha sua casa na Praça da Bandeira, depois foi para o estado da Bahia com sua esposa, e quando
retornou a passeio revelou-se. Havia chegado para visitar Estância o Médico Laurentino Victor
Modesto.
Nozinho
Figura da terra gostava de uma caninha, isto lá pelas bandas
de 1958 a mais ou menos 1968 e quando o tomava alguns goles, Era gozado. "Me dimira muito ôce cheio da
grana, mas não sabe viver" "E você aí ! que é já fez nesta vida ? " E a molecada
aproveitava para apelida-lo "Nozinho Cachaça"gritava a garotada. E Nozinho, filosoficamente respondia embargando a voz, "Nozinho
Cachaça ! ....(pausa) ... é a senhora do seu pai seu moleque" ou então "É a vossa
Genitora "
Passinho e Gileno Alfaiates.
Sua tenda ficava na travessa entre a Praça da Bandeira e Praça
Barão do Rio Branco. Ternos, Calças
conjuntos, enfim era mais uma de profissionais.
Popó: Engraxate
Fiz amizade com o Popó nos anos sescenta, pois antes tinha medo dele
principalmente quando estava mamado, ficava sério, e com a voz embargada e
rouca, ficava balançando a cabeça e resmungando. Figura folclórica na cidade de Estância, trabalhava para
o Ten. Cruz, e tinha também um carro de Engraxate com uma poltrona. Toda noite ao recolher sua cadeira,
tinha como costume ir até uma Bodeguinha, para tomar um trago de pinga pura
primeiro no Abrigo em frente a Catedral Diocesana, onde o senhor Paulo fazia o batizado,
depois ia até a bodega dos Benevides e tomava mais alguma. Chamava atenção com
aquela voz rouca e grossa era um negro com seus cinqüenta anos na época mas com um
corpo de halterofilista. Gente fina.
Pompílio
Matador e vendedor de Porcos, figura popular tinhas problemas das cordas
vocais, e com isso algumas pessoas gozavam de sua voz. E era com muita coragem
pois o Pompílio tinha cada braço.
Um fato pitoresco: Certo dia depois de tomar umas e outras, Pompílio
fura um rapaz com sua faca de trabalho. Na delegacia, o Capitão ( Na época estava
como delegado, pois era escasso advogados com o cargo de delegado) bom voltando ao texto. O Capital perguntou
"e aí Pompílio me conta como você esfaqueou o rapaz ? . Pompílio - (com aquela voz
afinando e engrossando, alem de falar alto ) Seu
capitão, eu não furei ele não ! eu tava amolando
minha faca no meio fio da calçada né, e ela tava muito perto, e ai então eu diche, oia cê sai de perto que eu
tô trabaiando , seu capitão daí pra pouco o moço caiu por cima deu, ai me assustei e a faca entrou, num sei como!!"
Raimundo (Surdo)
Era um senhor trabalhador, deficiente auditivo, onde diziam que o mesmo
trabalhava em uma fábrica caldeiraria e em um drástico acidente, perdeu a audição,
com a explosão da Caldeira.
Recordo-me que era o maior torcedor do Vasco da Gama, e quem quisesse
aborrece-lo era só fazer sinal que era Flamengo ou outro time do Rio de Janeiro. Quando o Vasco
ganhava, sai pela rua a Gritar
isto é emitia sons, com uma bandeira gigante do Vasco comemorando
a vitória.
Vavá da Sorveteria
Residia em frente ao Sr.Zuza Alfaiate, e tinha uma Sorveteria na Praça
da Bandeira, onde caprichava nos picolés e sorvetes de mangaba, côco, goiaba, murici, manga, cajá, pinha, aliás só quem batia nos deliciosos sorvetes, era o Fernando da Sorveteria
Primavera.
Zequinha Retratista
Fotógrafo muito conhecido na década de 60 em Estância,
tinha um pigarro e andava em sua moto seu Atelier ficava visinho ao Hospital Amparo de Maria. Muito popular
pela característica de colocar a foto de seus clientes de cabeça para baixo, se por acaso tirassem
sua foto e não fosse buscar ou pagar. Era um filósofo popular.
Zuza Alfaiate
Muito conhecido pela sua arte, sua "Tenda" ou Atelier, ficava no início
da Rua da Baixa visinho ao antigo Cruzeiro Sport Clube, atual casa da Cultura. Uma de suas filhas
foi funcionária da Casa Vitória de Pedro Barreto Siqueira, a Berenice "Beré"
como é carinhosamente conhecida.
Pedrinho Retratista
Pedro Morais Fotógrafo casado com a amiga Leonete Magalhães,
além de Fotografo, já foi do Rotary Presidente da colônia de Pesca Z4
Cabo Ferrinho
Tio Milton o Cabo Ferrinho, como era chamado na década de 40
Cabo do Glorioso Exercito Brasileiro gostava de uma raminha, "Põe um Pau ferro" e Glut,
e por gostar muito da caninha da roça com Pau Ferro ficou conhecido como Cabo Ferrinho. Bom de
Briga, bom na queda de Braço Gostava muito de desafiar os grandões, Filemon motorista, Odilon
do Bar, Nivaldo Silva, e assim conquistava uma gama de amigos. Casou teve quatro filhos, onde destacamos
o Romualdo
aposentado do Banese, o Miguel que é Sargento do Corpo de Bombeiros, Cristóvão
que reside na cidade maravilhosa, e Maria José. O Cabo gosta muito de filosofar,
aliás bater um papo é legal você não vai perder tempo.
José Teixeira de Souza
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