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RESGATE   DA HISTÓRIA  DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

FESTAS  RELIGIOSAS, CÍVICAS, DATAS IMPORTANTES  &  POPULARES

Calendário Junino

  Afinal o Calendário dos festejos juninos, começa mesmo em Março, Abril e Maio, com os preparativos pirotécnicos. É que existe um protocolo inicial, a tirada das Tabocas para confecção de busca-pés, meiofogo e pitu.  Além da papelada da compra de materiais explosivos, como:alumínio, clorato, enxofre, antimônio, salitre, alguns tipos de sais, bicarbonato de sódio, cola asa de barata, e a fabricação do carvão ideal para pólvora, que vem da umbaúba, madeira muito comum na região.

Tratasse de uma árvore típica, de longe se parece com um pinheiro, seu tronco parece feito de gomos como cana de açúcar, e seu interior é oco, embora se pareça dura, ao queimar para extração do seu carvão torna-se uma madeira ideal por não apresentar cristais comumente encontrado em carvões de outros tipos de madeira. Estes cristais são formados durante a queima da madeira onde solidificam quando estão ainda ardentes, guardando ainda no seu interior uma certa quantidade de H2O, misturado ao seu Carbono. 

A busca de bambuzais era uma festa, antigamente os artesões pirotécnicos que podiam iam de caminhões fretados, os que não podiam fretavam carroças. O preparo do Bambu, é muito trabalhoso, ao chegar, tem que se tirar os galhos existentes, e serrar em pedaços grandes e depois em pequenos pedaços de cerca de 20  a 25 centímetros e  de 15 e 10 centímetros para meio fogo ou  pitu, de acordo com seu diâmetro, alguns cozinham os bambus, para matar os bichinhos que habitam o seu interior, evitando assim que a broca venha a perder o material extraído. A outra parte é a aquisição do Barro especial sem cascalho, geralmente vem de Carrapicho ou Maruim, é um barro de cor amarronzada ou preta, com uma certa viscosidade. Ai então com os produtos adquiridos e tabocas enroladas vem a famosa pisa de Pólvora.   

 

 

 

Este pilão é pequeno existe maior com  diametro de 1,50cmNão é uma Miragem, nem estão imaginando coisas, é na realidade minha filha dando uma mão de pilão no Marcos, isto é com uma mão de pilão socando pólvora para fazer o busca-pé. E coitados não estavam acostumados pensaram que era brincadeira, depois de quase 20 a 25 minutos estavam cansados de socar, e o pior quando quiseram largar a mão do pilão, aí foi a pior fase. Não estavam conseguindo abrir e fechar a própria mão, sem contar as pequenas bolhas que ganharam. Por isto é que a dúzia do busca-pé é caro. Existem pilões com diâmetro cerca de um metro e meio onde cabem cerca de seis pessoas na pisa de pólvora, que é também um festa folclórica.  

Voltando a programação onde diversas pessoas se aglutinam em torno de cola e barbante para confeccionar  bandeirolas de plásticos, ou papel embora existam fábricas para isto, ainda assim o pessoal colabora com sua manufatura.  As ruas são enfeitadas, com coisas típicas, como peneira "urupema", milhos gigantescos, sanfonas coloridas enfeitando nossas ruas e praças.  Algumas barracas são armadas nos locais onde alguns eventos são realizados.  Embora proibido em via pública, o busca-pé ainda é soltado em determinadas ruas, onde sua liberação depende de alguns fatores, principalmente nossa tradição. Uma das tradicionais ruas é a Rua Nova ou Avenida Getúlio Vargas. Rua da Baixa "Rua General Pedra". Antigamente toda a cidade era festa. Mas devido a acidentes diversos alguns culminando com vítimas fatais a cidade deveras passou por momento difíceis, já que quase todo estanciano é metido a pirotécnico como se fosse ralar coco misturar com o leite do coco e açúcar  e pronto a cocada está pronta.  Totalmente diferente, embora acho que muito poucos sergipanos sabem é que nossa terra é rica em Salitre um dos componentes da pólvora. 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

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