Virgem Morena N.S. de Guadalupe Padroeira de EstanciaBandeira de Estancia Sergipe,Banner Estancia Jardim de Sergipe del Rei - Homenagem a Pedro Advincula da Cruz -Brasao do Estado de Sergipe - Um balão e um índioBandeira do Estado de SergipeBandeira Brasileira dançando no vento
Criador e Idealizador: Francisco de Assis O. da Cruz - 1997
Estância - Sergipe - Brasil  - - Hora Local
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  PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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Por: Francisco de Assis O. da Cruz

CARNAVAL

Carros Alegóricos  Blocos 

 

Comentava minha mãe que os carnavais antigos, eram super animados, haviam pessoas que se fantasiavam e desfilavam em carros enfeitados com tiras de papel crepom, seda, e ficavam a rodar pela cidade como se fosse uma passarela, nas mãos a famosa Lança Perfume, confetes e serpentinas. De 1910 a 1930 os carnavais em Estância tinha uma conotação um tanto quando especial, pela manhã  somente a movimentação 

de mascarados, pela cidade eram moças e rapazes, percorrendo as residências, ruas visitando os conhecidos, pregando peças para animar, tudo no maior respeito. A tarde todos procuravam o largo João Pessoa, a Praça da Matriz, e Rua Nova, para ver as novidades. Sem aprofundar muito no texto da minha mãe, lembro também nos ano 50  a 70  a oscilação dos festejos do carnaval em nossa cidade, quando alguém promovia alguma coisa  para animar, o carnaval prestava, ou então somente se via movimentação no ultimo dia. Isto sem falar nos bailes populares no Grêmio União têxtil da Fábrica Senhor do Bonfim e da Santa Cruz, a Lira Carlos Gomes chegou inclusive a realizar bailes em sua apertada sede, e no Cruzeiros Sport Club, dotado de Baile infantil e noturno. Outros locais também serviu para comemorar o carnaval, o antigo Senai (prédio antigo demolido, existe agora nova estrutura em seu lugar) no salão que havia no lado esquerdo. Na Antiga Escola de Comércio da Estância também onde os Cometas ou Unidos em Ritmos animava.  

 

Confetes & Serpentinas

Áureos tempos onde os antigos veículos desfilavam na principal praça e ruas da cidade jogando confetes e serpentinas e também os rapazes aproveitavam para galantear as moças. 

Escola de Samba  
Mangueira 

Comandados por Jonas, o pessoal do Bairro Santa Cruz, oriundo da Banda de Música fizeram uma Escola de Samba. Depois de alguns anos, tornou-se independente com sua própria instrumentação. O Sr. Jonas sempre viajou para o Rio de Janeiro, onde morou por algum tempo e trouxe aqui para Estância, o ritmo cadenciado de uma verdadeira escola de Samba, diferenciando das que aqui já existiam ou existem. 


ESCOLA DE SAMBA 
Da estudantada durou muito pouco era grupos de jovens de alguns colégios que pedia emprestado peças da banda para fazer o carnaval. 
Ranchos havia algumas meninas do Bairro Botequim que junto de uma orquestra improvisada, faziam entoar  as estrofes e o refrão da música de Capiba, Vassourinha. E era muito aplaudida, pois em nossa cidade somente algumas pessoas se atreviam a brincar em plena via pública . 

Blocos 
Trios Elétrico 
Animado pelo famoso cavaquinho de Canhoto, Fernando Silva foi quem primeiro colocou na rua um caminhão com um Surdo, um Tarol, um prato, uma caixa, um ganzá, um Cavaquinho elétrico, uma guitarra e um baixo, animando as ruas de Estância. Para quem não tinha Dodô e Osmar servia. Um dos primeiros foi o do Fernando Silva, depois Canhoto.


Careta 
Feita de modo artesanal, era composta de uma forma em diversos tamanhos, feita de argila, onde os mestres, iam cobrindo de papel com sabão, para primeira camada, depois de seca vinha cobrindo com tiras de papel com cola, feita de Tapioca. Um dos famosos Caretistas da cidade de Estância foi o meu tio, Raimundo Petrus da Cruz, conhecido como "Raimundo Careta". 
Grito para mexer com os Caretas: Careta, Greta, sua mãe é uma perneta..... 
ai o fantasiado com a careta, corria atrás da garotada..... 

Cabeçorra 
Do mesmo modo em que as caretas eram feitas, a Cabeçorra também era feira, a diferença é que a forma da cabeçorra tinha duas partes a da frente e a de trás, que depois eram coladas com papel de saco de cimento. Tem o diâmetro de cerca de 30 centímetros e ainda tem um longo pescoço, furado para que o folião use segurando no longo pescoço. Sua indumentária, era de camiseta, ou sujo de 
"Roxo Terra" (produto químico, usado por pintores de paredes, e falsificadores de Colorau) e um chicote para bater de quem mexia com elas . 
Grito para mexer com a Cabeçorra : Cabeçorra Zorra, sua mãe é uma Cachorra........... 

Máscara 
Somente para aqueles que iam a bailes de fantasias, no Cruzeiro Sport Clube ou Grêmio, geralmente confeccionado de borracha, era adquirida em Aracaju ou Salvador por encomenda. 


No Tempo da Lança Perfume 
Perfume muito gostoso, cheguei a usar muito nos carnavais até quando sumiu do mercado, por ordem Judicial. Na ocasião fiquei sem entender ! seria por causa dos porres que gente grande costumava pedir a gente para esguichar nos lenços ?? ou será que morreu alguém ?? O que me recordo que o seu perfume era inigualável. Quando meu pai comprava muitas, eu sempre guardava uma para colocar  Guarda Roupa, tal era o seu perfume, se colocasse direto na roupa manchava, pois tinha "Âmbar  Gris" retirada das baleias ou cachalotes. Rhodia era a sua marca, lembro-me que tinha também de vidro, estourava muito, na época eram usado pelas senhoras e senhoritas. 

Tudo isto sem contar os Talcos 
A turma que não tinha dinheiro para comprar uma lança perfume se municiava de Talco Royal Briar, Palmolive, Maizena, Tapioca, a Famosa Banana de água que muita gente por maldade colocava urina era uma doideira de marca maior. 

 

Bailes Carnavalescos

Havia bailes de carnaval no principal clube da cidade o Cruzeiro Sport Club.

Antigos bailes carnavalescos infantis no extinto Cruzeiro Sport Club

Outros locais eram o Grêmio Recreativo Senhor do Bonfim perto da Ponte que leva o mesmo nome.  Também havia no Cassino da Fábrica Sta. Cruz, na quadra da Escola Técnica de Comércio de Estância e no salão Nobre no Antigo prédio demolido do  Senai no Bairro Alagoas década de 60 e 70.  

 

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