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Estância - Sergipe - Brasil  - - Hora Local
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  PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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Por: Francisco de Assis O. da Cruz

                             CANTINHO DA POESIA

 Em um  dos inúmeros bate papo com meu pai Pedro Advíncula da Cruz, ele contava que antigamente nas festas aqui em Estância, o chique era os convidados declamarem. Falava ele que era comum ter um   piano em casa e se o dono da casa não soubesse tocar, havia sempre alguém disposto a faze-lo. Das modinhas, das canções, das valsas, polcas, era chegada a hora de declamar e a rapaziada da época, limpava a garganta, puxava o papel no bolso da Casaca ou Paletó de Gabardine ou Linho, ou mesmo aqueles que decoravam e que na hora "H" mesmo com coragem à frente do público as vezes esquecia de uma estrofe e gaguejava  e ficava procurando o script do lado direito mas não estava naquele bolso estava no outro lado e ficava com resto da estrofe no ar.... Mas ela... Mas ela... Mas ela... e muitas das vezes o pessoal ficava com o olhar sisudo  para o apresentador e ele sem graça desculpava-se He!  foi um mosquito que engoli... e continuava a poesia. Outros porem não acertavam mais no maior fiasco para a época e as vezes arrancava risos dos presentes. Este não foi embora,  foi resgatado e agora voltou com força é como se fosse "dando um Tempo".   

Atualmente Estância conta com um clube da Poesia na antiga rua dos Ferreiros. 

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